Pages

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sono da Minha Alma no Mundo


Doce alma em harmonia
Nesse mundo turbulento
Sem choro menos uivante
Sem sopro e fel lamento
Que a dor é seu fermento
O ferido da fome clama
As chagas do vão egoismo
O pó da seca lama
Doce alma adormecida
Na cama de pregos dos hipócritas
que infestam a terra
Nessa batalha que se encerra
Entre hostes guturais
Ladrões intrépidos da paz
Minha alma, doce alma
Nessa feroz agonia
Que ainda tem harmonia
Nos calabouços da ingratidão
Nas choças e taperas
Que o infortúnio espera
Nas nuances dos espinhos
No breu escuro caminho
Desse mundo tão vil
Quão bendita é minha alma
Que ainda não perde a calma
Quando a fraude e a mentira
Faz morada entre a plebe
E a raiva não retira
O veneno que recebe
Ai! minha alma, tás no mundo
Nesse recesso profundo
Eu calmo, chorando
O mundo vai perecendo
Morrendo
sepulto ele no meu abandono 


Clavio J. Jacinto

0 comentários:

Postar um comentário