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sábado, 20 de junho de 2026

Em Ti

 


Sobre Mim

 


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

A Herança do Silencio


 

Na quietude emerge a plenitude

Na ausência dos ruídos o âmago do sossego

A épica tranqüilidade responde

Onde cada estrela se acende e brilha na noite

Até na essência da madrugada cintila e em labor

A destilação imaculada do orvalho

No silencio desabrocham as flores

Os frutos amadurecem nos pomares

Aromas e perfumes são discursos nos ares

Até nas profundezas térreas dos mares

As ostras perlíferas moldam as perolas

Num sofrimento sem gritos

A alma de todos as angustias sufocadas

No silencio o sol alumia

Como um farol cósmico em oceanos austeros

A réplica dos cumes num eco insólito

Sem ressonâncias sonoras

Como o floco na neve branda

A geada que repousa sonolenta na relva

Preciso também  do silencio

Para adormecer  e viver meus sonhos.

 

C. J. Jacinto

 

 

(Austeridade)


 

O amor nasce

Em dores de mares profundos

                  Como pérolas que gritam

Num chão de ancoras

                       O amor só pode ser recolhido

Em  um coração puro que sabe sofrer

 

 

Eu semeio as flores em teus desertos

         Irrigo tua sequidão com orvalho de minhas lágrimas

Se fores apressado na indiferença

                            Pisando os sulcos de meus labores

Abandonar-te-ei quando o mundo se acabar

 

 A vida é um épico para heróis

      As cicatrizes são selos de batalhas

As lutas avançam nas noites frias

 Se tiveres medo dos ferimentos

Severa será a tua covardia

 

 

C. J. Jacinto

 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Alento

 


Tu que repousa no arco das flores

Que adormece na Iris dos próprios olhos

O sono maduro de duma hipérbole vaga

Na sensatez sonâmbula da amargura

 

Tu que vai moroso entre jardins

Foge de um inverno ébrio  cheio de calafrios

Pegastes o fio da meada de fogos fátuos

Soprando as chamas de falsos pavios

 

O verdadeiro pentecostes é um clarão

Que acende as virtudes e outros frutos sagrados

Que libera a luz da sobriedade em alentos

Que define o profundo discernimento

 

É evidente que por mais intensa

Que seja a luz

Nossa alma não resplandece de verdade

Se o coração permanece fechado para os fatos

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Balsamo de Gileade

 


BALSAMO DE GILEADE

 

Quando as feridas de morte eterna

Abriam crateras abismais dentro de mim

Onde os pecados abrigavam na densa escuridão

O frio inverno de todas minhas decepções

 

Dos gemidos de um moribundo agonizando

Mares de tristezas e tormentas colossais

Via minha alma rastejando angustias

O coração bebendo absinto de tristezas

 

Quais tumultos de hostes de negros vendavais

Gritos e sussurros de sustos banidos

As chagas fugitivas dentro do meu desespero

Meu mundo insólito de todos os medos

 

Oh!  No Calvário, Que graça mais celestial

O Senhor tomando a minhas vorazes agonias

Derramando o Sangue naquela terra fria

Untava os meus ferimentos com seu santo sacrifício

 

 

Como o Balsamo de Gileade e aromas

A doçura do amor como mel mais puro

Soprou sobre minha morte a Sua vida

A ferida mortal curada, Sou filho da ressurreição

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Livro Gratis: As Canções do Coração Ferido




Link para download: http://www.mediafire.com/file/2c7mjhuu1n5l8gj/Can%25C3%25A7%25C3%25B5es_Definitivo.pdf/file

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

CAMINHOS




I-
Passado O tempo da minha eterna infância
Deixei o faz de conta de minhas fantasias
Numa transcendência  de sonhos mais reais
Passei do outono para a primavera da vida
II-
Em que flores mais lindas contemplava
Os perfumes da completitude de todos os sorrisos
Pois nas paragens dos  ideais mais fluem
Os  meus anseios escritos nas estações do amor
III-
Quando ainda criança brindava todas as manhãs
Com rosto inocente a merecer um novo dia
Agora que os anos sublimes se passaram
Alcancei o cume das felicitações com gratidão
IV-
O  futuro é uma porta que foi aberta
Quando os anos bateram para que se abrisse
Dentro dessas horas passei todo o meu tempo
Descobri na juventude uma razão de sobreviver
V-
Como o tempo é um caminho contínuo
Jamais deverei desistir de prosseguir
Que encontre em Deus um motivo de caminhar
Até que veja na aurora, a outra vida chegar...
(Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

(MINHA ESPERANÇA)



(MINHA ESPERANÇA)

I-
Tu és oh minha esperança, estrela no meu firmamento
Como hostes corpóreas, luminárias incandescentes
Dentro de mim luta contra toda a infiel escuridão
Lâmpada agreste que brilha além do âmago Silvestre
II-
Pelas pontas dos ciprestes, as estrelas são beijadas
Tu em mim canta oh minha esperança, a lastima fértil
Como pães sírios revolvidos na doçura do mel
As quedas, precipitação destilada de todos orvalhos
III-
Nas minhas fabulas e nos meus delírios em cântaros
Tu desabrochas em pequenas rosas, oh minha esperança
Como o coentro entre as libações das chuvas sobre o limo
Das ventanias, sopro simbólico de astros no meu  cimo

IV-
Quem abre a janela dos encantos enxerga as minhas naus
Como centelhas polares em brilhos intrépidos de natal
Oh minha esperança, maturação nas pétalas efêmeras caiadas
Nas  entranhas do açúcar que sustenta meu paraíso astral.

V-
Tu me sustentas oh minha esperança,  tão bendita e rosada
Como lampejo que alumia a rua de rodas minhas trovoadas
Eu careço de ti todos os dias, como farol anseia o esplendor
Como a sede que atrai ao néctar das flores, um beija flor

(Clavio J. Jacinto)




quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Noites Melancolicas.




A tarde está silenciosa nesse dia nublado
É a alma da primavera que está adormecida
Como os grilhões congelados numa saudade
O rosto quebrado na silhueta do passado

Neves imaginarias nesse consolo árduo
O réu vento adormecido na tumba das montanhas
Como posso cantar uma canção nesse vale,
Se as próprias estrelas se apagam na desolação?

Os pássaros migraram para a estação do norte
As ilhas tornaram-se abrigo dos sonhos
Quantas auroras nesse fim enfadonho
Sem flores,  a vida parece ser tão ingrata

A vida tem suas turbulências quânticas
Tempestades num copo de vinho puro
Asas sinfônicas de folhas de ciprestes
São as paginas que lapidam o futuro

E quando já não resta mais um flanco frio
Das entranhas calvas dessas dunas de areia
O pupilo do germinar da semente fraca
Desponta a vida pelas arestas dos pedaços de telha
(Clavio J. Jacinto)

Tofete




Das sombras da rebelião o vil agouro
Quando em palmas vem a morte da ternura
Se alado o sinistro o infante sombreia
Que faz desse vale sem vida, a ruptura

Que o armagedom  desse  finado afeto
No caos da chama faminta do fogo
O beijo intrépido desse tão  vil funeral
O pesar sem amor e o rude logro

As flautas flutuantes desse fosco medo
No colosso maldito de tal  superstição
Ouço o estrondo medonho de triste enredo
Abobadas de estrelas caindo no chão

Que as acácias secas de jardim morto
As peles flácidas do infante tanto inflama
A curvatura desse furto pesar mais torto
A tortura do sem brado que devora as chamas

Se nos aventais da língua mais fere
A injusta ofensa rebelde desse choro corre
Vinda das hostes infantes confere
Com tantas outras que no fogo ainda morrem

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Adornos da Vida

ADORNOS DA VIDA
O amor adorna todas as virtudes, como as estrelas adornam a noite,
A esperança ilumina a vida, como as nuvens do amanhecer
A paciência firma as bençãos, como o arco-iris depois da tempestade
A coragem colore o caráter como as flores que desabrocham no jardim
A humildade adoça a vida, como mel que vem das flores do campo
Um grito de fé quebra os muros das nossas dificuldades
Um canto nas aflições é como a terra ferida pelo arado
Pois devolve todo o sofrimento com a fartura do pão
Ainda que o animo seja quebrado pela dor constante
Do favo que se abre, flui a doçura e o aroma suave
A vida tem tantas coisas complicadas como um labirinto
Mas nenhuma estrada sem rumo no mundo
Impediu a chegada de quem se dispõe a perdoar
O aço que das batidas no fogo, se faz coroas
Revela que pela acidez das dificuldades os heróis nascem
E quando tudo estiver dando errado na vida
É porque a providencia divina quer refazer as coisas
De modo que da imperfeição das impurezas se refine
A parte mais importante da vida, que é  a alma
Que polida pelas circunstancias, refletirá a bondade de Deus

(Clavio J. Jacinto)


quarta-feira, 9 de maio de 2018

MEIA NOITE

MEIA NOITE

Quando em triste horas de sonolências, parece a vida desamparada
Como se das mãos fracas eu enfraquecesse
Nessas horas silenciosas da madrugada
Quando o medo parecia chegar
Nas sombras de brados inconstantes
No temor dessas horas que vagueiam no instante
Busquei amparo nas mãos do Salvador,
Pois aqui eu fraco e amedrontado
Nessas fúrias violentas no mundo ao lado
Nas paginas do homem do pecado, um terror
Lanço-me em doce descanso nas mãos do Salvador,
Pois que em tão intensa e louca escuridão
Batia em dor de medo, meu pobre coração
Que nas sombras da meia noite, sem luz jazia
Eu desamparado no norte da noite tão fria
Mas em Cristo, um encontro após a madugada
Quando parecia toda a esperança acabada
As mãos fortes do Senhor vieram e me tomaram
Ah, meu Deus! outrora estava minha alma desesperada
Quando em tristes horas, parecia desamparada
Viestes com grande misericórdia e bendito perdão
Na luz da Tua presença aurora bendita
A Tua grande e preciosa redenção.

(Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 3 de abril de 2018

Caminho Largo




Passam por ti tantas almas cegas
Festejam nas chagas do pecado vil
Em deleites de sórdidos lamaçais
Afogam as magoas das aflições
Deixam rastros de mãos feridas
Coagulos de sangramentos azimos
Laços de festas angustiantes
As diversões embriagam os sentimentos
Em vão vagueiam sem sentidos

Oh caminho largo...
Por entre teus filhos promovem as náuseas
Como águas dos cais que degelam
Entre famintas mortes que te devoram
Ainda insistes em dançar na ilusão
Como gotas esmagadas por ventos
Andam as pobres almas, famintas de ser
Mas intoxicadas no falso prazer
Caem do abismo de seus próprios desejos

Vem e enxerga a fonte cristalina
Onde podes lavar a tua vã esperança
E  sair do charco que te deixa mais poluída
Vem pro cume do Calvário
Onde foi pode ser selado o destino infinito
Porque das tendas dessa miséria sairás redimida
Como centeio que do vale ao forno
Sai como pão dourado e distinto
Celebrando a paz do descanso do celeiro farto

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

VEREDAS SECAS


Preciso do aconchego de um sorriso
Repousar nos fundamentos de um bom conselho
Sentir a preciosidade do abraço
Onde em sorrisos se escrevem santas palavras
No manuscrito da alma cheia de virtudes

O bom sentimento é a lampada que alumia a vida
Que fortalece o coração do espirito humilde
Não quero percorrer veredas secas
Sei que as mais sublimes flores desabrocham
No coração que sustenta o verdadeiro amor. 


CLAVIO J. JACINTO

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Errante


Ha´sempre festa no céu
Os fogos estelares
São artifícios da dança cósmica
Aqui em baixo eu conto as estrelas
Eu desejo estar entre as galaxias
Sentir o movimento de todas as coisas
Mas meu pobre coração
Contenta-se em pular nesse grão de areia
Como se fosse uma tumba vazia
Tentando expulsar a minha própria alma

Clavio J. Jacinto

Noé e a Tempestade




Olho pela janela da arca da sobrevivência
Vejo um  homem arcaico e barbudo com um bordão
Ele anda desesperado pelas sendas do mundo novo
Chora a céu aberto entre os mortais anestesiados
Eu me aproximo pela fresta do meu medo
Pergunto aquele transeunte o que faz perdido no tempo (?)
Ele assobia ao vento, dançando ao cantar do galo
Olha pra mim com olhos chuvosos e diz
Vim buscar os meus dias para afoga-los na ultima tempestade
Era Noé...

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estação Armagedom

As estações choram
O tempo  das chuvas chegaram
Como os restos vitais da primavera
O jardim de um tumulo de finados
Os restos lacrimais de um funeral

As estações choram
Nuvens cinzentas em moinhos de vento
Como silabas que sobraram de uma poesia
O adeus de um peregrino perdido
Os restos fetais de um parto e gemidos

As estações choram
Como o fio da tarde que tece o tapete estelar
E eu olho uma só gota de oceano de choros
Ouço o rumor da rotação do tempo, a terra

Os restos  colossais de meus  últimos suspiros...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Alcançar o Amor


Alcançar o Amor

Como nuvens que flutuam
No céu do coração infinito
Ai da minha dor e saudade
Do amor aceso, pedaços de tarde
Que fogem, como as ondas do mar

Feliz sem crer no afeto
Mãos vazias, as algemas das palavras vãs
Num certo dia de outono frio
Onde a doce melodia dos cântaros
Vasos vazios como coração sedento

Ai da minha alma de triste fome
Um vazio, buraco e brechas internas
Portos sem cais nessas turbulências iradas
Eu sou mesmo fel de amargura
Nessa intrépida cor do absinto

Mas longe vai meus braços
Como se a linha do horizonte dedilhada
Pudesse ressoar meus puros anseios
A falta de um amor mais grande
Tamanho do universo sem fim

De repente, um toque, um êxtase
Uma lembrança, uma lampada incandescente
Como mil sóis girando na revelação
Eu vejo o repouso suave nas mãos do coração
O amor chegou manso e agitou toda minha alma...

Clavio Juvenal Jacinto