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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Tributo aos Corajosos


Não te detenhas
Ainda que a vida tenha tantas amarguras
Não te faças de vitima
Tentando vingar-se da vida
Como se voce fosse um alvo
De todas as dores e sofrimentos
Mantenha o vigor no coração
Enfrente as lutas
Porque as estrelas sempre serão
As coroas que honram
Aqueles que fazem da vida
Uma batalha feita para vencedores

Clavio J. Jacinto


Destino na Noite



Se perdes a direção
Perdes o destino
Nada mais te resta
A não ser uma jornada
Sem destino
Na noite da vida

Mas se a tua bussola
é a estrela da manhã
Seguirás seguro
Ao fim da escuridão da vida
Até chegar seguro
Ao encontro da glória do dia

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A Jornada da Noite



Tu procura repouso
Nesse vento sem direção
Como uma flor sem perfume
Como uma montanha
Sem cume
Cansado das batalhas
Choras nas noites cinzentas
Como se o mundo fosse
Outro estranho planeta

Tu choras na calada da noite
Revolve a alma
Um monte de trigo sem caule
Que o coração amassa
Pra produzir o doce orvalho
Pão que sustenta a luz da aurora
Mas tu procura repouso meu coração
Porém não há lugar mais seguro
Que as mãos de DEUS

Clavio Juvenal Jacinto

Cada Dia


Cada dia é um dia
Que ganhamos para amar
E não um dia que
Perdemos para viver...


Clavio Juvenal Jacinto

sábado, 20 de junho de 2015

O Romance da Tristeza


Tristeza

Quando a alegria vai embora
Sem se despedir da vida
Vem a tristeza como restos mortais
De uma aurora que se findou
Nos laços de gelo aperta a alma
Num silencio de silicio que toca a dor
Cordões umbilicais de choros
Postumas memórias de sorrisos
Prisões e carceres de lembranças
Assombram as portas abertas do momento
O que faz a alma que se agarra a chuva?
Toma do calice desse amargo tempo
Como uma eternidade amarrada
Tão pesada quanto o chumbo do mundo
A vida ganha um outro sentido
O existir torna-se um copo de leite azedo
O rio de vinho torna-se um mar de fel
O sonho vira reflexão
A tristeza é só uma pagina escrita da nossa
Existencia


Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Vinho sem mosto


Como dizes estou sem esperança?
Respira o ar dessas estaçoes
As montanhas destilam o orvalho
As flores desabrocham no inverno
As maçãs precisam do frio para sugar o mel
E tu da tristeza, tambem não tirarás a esperança?
Vem e destila teus sofrimentos
Porque eles devem ser transformados em vinho
Não em vinagre

Clavio Juvenal Jacinto

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Donos do Nada

´

As vezes queremos ser donos da primavera
Quando não somos donos
Nem mesmo de nossos proprios sonhos
As vezes queremos ser donos do sol
Quando nosso caminho é escuro
As vezes queremos ser dono de tudo
Quando vivemos perdendo o tempo

Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 5 de maio de 2015

Alma e Vida


Minha alma está presa
Como as folhas aos ramos
Num equilíbrio ameno
Com o amor
A vida é uma sinfonia
Uma orquestra filarmônica
As flores dançam
O coração canta
Não queres cantar comigo?
Minha alma dança na chuva
Meu viver é minha vida
Nas perenes jornadas que persisto
Nos lençois avulsos dos sorrisos
Eu posso reconstruir uma alegria
Não quer ser feliz comigo?
Sou apenas um homem vapor
Meu halito é sopro e neblina
Mais sou humano suficiente
Para aceitar uma eternidade
 Da brevidade que recebi


Clavio Juvenal Jacinto

O MISTÉRIO DO DESTINO


Vou andando
A marcha da vida continua
Como as nuvens, prossigo
Tudo na vida é movimento
Mobilidade como o vento
Vou andando
Perseguindo a lógica
Acompanhando o tempo
Tudo na vida é pura ação
Mesmo lá dentro do coração
Em algum lugar
Todos chegaremos


CLAVIO JUVENAL JACINTO


Herois da Existencia


A vida é um barco de papel
Em um oceano de confrontos
E quando chega-se no outro lado
Descobrimos que atravessar a existência
É um heroísmo que nos faz merecer uma esperança




Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 4 de maio de 2015

TERRA DE NINGUÉM


Vou caminhando por esse mundo
Entre maquinas e flores
O mundo artificial e o natural
A encruzilhada que confunde o coração
Como uma estrela que tem que escolher
O sul ou o norte
Como o floco da neve que voa ou desce
Vou caminhando nesse mundo
Onde as pessoas são indivíduos diminuídos
Como gotas de sereno na terra de ninguém
Vendem a própria alma para tecnologia
Num pacto perecível de prazeres viciados
Vou por esse caminho
Quase que longe da minha terra
Pois quando eu era criança
Não era o mundo que eu esperava encontrar
Quando entrasse no reino das pessoas grandes...


Clavio Juvenal Jacinto


segunda-feira, 27 de abril de 2015

SONHOS INFINITOS


Eu descerei além da terra
Abraçarei o húmus para adormecer meu silencio
No lugar da minha lagrima de cristal
Subirá as nuvens de algodão celeste
Serei como uma chama acesa
Da terra subi como um vapor dourado
Para ser chamado pelo infinito
Como parte da minha própria vocação
De sonhar...


Clavio Juvenal Jacinto

sábado, 25 de abril de 2015

A JORNADA COLORIDA


Nunca permitas que a tua jornada
Seja feita de sombras
As vezes precisamos esquecer do passado
Para que as flores desabrochem no nosso
Futuro



Clavio Juvenal Jacinto

ECOS DO PASSADO


Tua voz de amparo
É um eco na existencia
Um novo dia
É um caminho a mais
Para ampliar teu passado


Clavio J. Jacinto

A TRANSPARÊNCIA DA DOR


Porém és paciente
Nessa rua de almas latentes
Adormecidas no vento cruciante
Sofrendo dores alucinantes
Dantescas aventuras da rotina
Tu alma vaga
Vazia de sólidos silêncios
Amparas ao próprio coração que chora
Consolo encontras nos vitrais da tarde
Entre nuvens  de fogo
Fagulhas de estrelas
Assim, nas sonambulas ilhas
Sofres a paciência da dor lascinante
Tentando levantar os braços
Da humanidade


Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 24 de abril de 2015

SER VERDADEIRO


Insiste em ser verdadeiro
Ainda que tenhas que ser um solitário
Em um mundo cheio de falsidades

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Amor e Bondade


A alma da bondade é o amor
 vida da bondade é o amor
A alma e a vida do amor
é a bondade


Clavio J. Jacinto

Contemplação


O silencio é como um campo de flores
Como um céu estrelado
Carregando em si mesmo
A mensagem inaudita
De que vale a pena contemplar a vida

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Tranquilidade e Tempestade



A tranquilidade
Não é um estado exterior
Sem antes ser
Uma condição
 De coração
De nada adiante
O azul infinito adormecer
Sobre as montanhas
Se dentro do nosso coração
Predomina a tempestade


Clavio Juvenal Jacinto


Naufragios


Como vives?
As lagrimas nascentes
São rios que descem
Oceanos de vidas naufragadas
Entre as praias da alegria
E as dunas das tristezas
Como vives?
A ferro e fogo, provado pela vida
Como as profundezas dos mares
Fecundos, 
Saindo das adversidades, polidos
Descemos como almas sujas
E retornamos ao mundo
Como perolas brilhantes
Como vives?
Vive a fé e a perseverança
Porque sem isso
Ficamos lá no fundo do mar da vida


Clavio Juvenal Jacinto