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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Tesouros

 

 

“E fomos por ali abaixo nas montanhas. ai sim sentimo-nos livres” (TS Eliot)

 

Cavei os segredos das montanhas

Junto com as nevoas da indagação

As áureas ancoras de seus rios acesos

Refugio dos pássaros e do arco-íris

 

Achei  tantos tesouros de sopros e alentos

As folhas secas no refugio das sombras do chão

Na imersão refrescante das chuvas solenes

As torrentes celestes irrigando as flores

 

Vi pelas janelas da contemplação

Todos os campos floridos indústria de perfumes

Laboratório de cores esplendidas

Senti a liberdade da visão mais ampla

 

O tempo tenaz e suas engrenagens velhas

Empurram nuvens cinzentas para meus olhos

Como rodas de moinho antigo na reciprocidade

Choram todas as intensidades na chuva da tempestade.

 

C. J. Jacinto