“E fomos por ali abaixo nas montanhas. ai sim sentimo-nos
livres” (TS Eliot)
Cavei os segredos das montanhas
Junto com as nevoas da indagação
As áureas ancoras de seus rios acesos
Refugio dos pássaros e do arco-íris
Achei tantos tesouros
de sopros e alentos
As folhas secas no refugio das sombras do chão
Na imersão refrescante das chuvas solenes
As torrentes celestes irrigando as flores
Vi pelas janelas da contemplação
Todos os campos floridos indústria de perfumes
Laboratório de cores esplendidas
Senti a liberdade da visão mais ampla
O tempo tenaz e suas engrenagens velhas
Empurram nuvens cinzentas para meus olhos
Como rodas de moinho antigo na reciprocidade
Choram todas as intensidades na chuva da tempestade.
C. J. Jacinto