sábado, 20 de junho de 2026
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
A Herança do Silencio
Na quietude emerge a plenitude
Na ausência dos ruídos o âmago do sossego
A épica tranqüilidade responde
Onde cada estrela se acende e brilha na noite
Até na essência da madrugada cintila e em labor
A destilação imaculada do orvalho
No silencio desabrocham as flores
Os frutos amadurecem nos pomares
Aromas e perfumes são discursos nos ares
Até nas profundezas térreas dos mares
As ostras perlíferas moldam as perolas
Num sofrimento sem gritos
A alma de todos as angustias sufocadas
No silencio o sol alumia
Como um farol cósmico em oceanos austeros
A réplica dos cumes num eco insólito
Sem ressonâncias sonoras
Como o floco na neve branda
A geada que repousa sonolenta na relva
Preciso também do silencio
Para adormecer e viver meus sonhos.
C. J. Jacinto
(Austeridade)
O amor nasce
Em dores de mares profundos
Como pérolas que gritam
Num chão de ancoras
O amor só pode ser recolhido
Em um coração puro que sabe sofrer
Eu semeio as flores em teus desertos
Irrigo tua sequidão com orvalho de minhas lágrimas
Se fores apressado na indiferença
Pisando os sulcos de meus labores
Abandonar-te-ei quando o mundo se acabar
A vida é um épico para heróis
As cicatrizes são selos de batalhas
As lutas avançam nas noites frias
Se tiveres medo dos ferimentos
Severa será a tua covardia
C. J. Jacinto
terça-feira, 3 de setembro de 2024
O Mundo Imaginario
Há planícies no pensamento
Onde repousam folhas caídas
Há vales no pensamento
Onde se escondem os aromas da noite
Ha prados na memória
Campos santos e praias
Há um jardineiro entre o dia e a noite
Ventos e restos de catástrofes
Onde tudo vagueia circulando
Como os anéis de Saturno
Um lugar onde as tempestades se alojam
Para fazer a vida se estremecer
C. J. Jacinto
sexta-feira, 3 de maio de 2024
Portal das lembranças
Portal das lembranças
Arrasto um fardo de saudades severas
O tempo enraíza esses secos lamentos
Como véus arcaicos de pétalas mortas
Monótonas pelo pulsar da primavera
Lembro-me de rostos nus e coloridos
Tardes de uma infância ensolarada
De sonhos antigos e tão destemidos
Lampejos de lagrimas da madrugada
As estações partiram para tão longe
Como os rostos mortais de meus gritos
Entre profundas verdades e mitos
Num cântaro sonífero de perfumes
No céu brilha arquipélagos solares
E eu me deleito nos meus pesares
C. J. Jacinto
segunda-feira, 24 de abril de 2023
Amor
Em vão é vossos sonhar
Se sonhando
Não vos conceda abrir-se
Ao amor
A terra firme tem
Um porto seguro
Mas em vão é sonhar
Sem amar
C. J. Jacinto
sexta-feira, 21 de abril de 2023
Jardim de Esperança
Repousa meu ser em nuvens de flores
Em mar de perfume campos de cores
Descansa a minha alma descalça
Na relva humilde das campinas
O vento sopra entre as cerejeiras
As pétalas brancas flutuam no céu
Ainda que não queira tanto acreditar
As orquídeas dançam no aconchego
Nesse capim seco e folhas antigas
Hortênsias e lírios florescem atônitas
Nas flores do outono de minha infância
Adormeço crendo DEUS é minha esperança
Clavio J. Jacinto
sábado, 31 de dezembro de 2022
domingo, 18 de dezembro de 2022
Cisnes de Outono
As nuvens deslizam no céu
Entre meus olhos e o infinito
Carregam as lagrimas de meus gritos
Entre tons cinzentos e ecos de trovão
A trêmula voz de todas as eras
Na palha ébria do alvo algodão
Entre perfumes da vossa perenidade
Nas agulhas dos pinheiros que choram
Onde a alma pranteia todas as saudades
Que os cisnes testemunhem essa arte
De conduzir à vida em partes
E depois juntá-las numa só esperança
C. J. Jacinto


