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terça-feira, 2 de junho de 2026

Fugi dos Temporais


Fugi dos temporais da imaginação

Das tramas do destino insólito diante de mim

Náuseas…

 

Como um marinheiro noturno

Em naus trepidantes de ondas agitadas

Contando estrelas polidas pelos ventos

As brisas nasais e a respiração ofegante

Chamas trêmulas de uma vela de cera

Infinitos turvos de auroras mortas

 

Fuga insana

Por caminhos pedregosos e íngremes

Na vastidão de tempos e montanhas

O ponto geográfico de uma alma perdida

Vaga a flutuar em questões nunca respondidas

 

Nessa insana consternação solitária

Contei mil ocorrências

Num perímetro de linhas de um livro

Ficou minha assustadora história



C. J. Jacinto

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O MUNDO JAZ NO MALIGNO

 (O MUNDO JAZ NO MALIGNO)

 

Caminha o mundo em cegueira

Numa escravidão insana e cega

Onde a prisão invisível encanta

A magia do inferno controla homens

Que a dor e o medo são armas

Nos prantos mares de tais dissabores

A goécia obscura da Babilônia misteriosa

O tenebroso caos de todas inversões

Que da posse do mundo e seus reinos

O império sombrio se precipita

Dos pecados que aos homens tanto incita

O prelúdio mórbido de tão grande tribulação

E quando enfim toda a mentira ruir

Quando Cristo aos seus santos reunir

O anticristo será totalmente vencido

Pra sempre Deus em Cristo, triunfante.



C. J. JACINTO

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O Farol do Norte

  


 

 

Há nas alturas infinitas de meus sonhos

Um castelo feito de lagrimas congeladas

                                                                     Suspensa num éter de perfumes sacros

Morada permanente de minhas lamentações

 

 

Mas, silenciosamente quebrei o ruído

Que inerte agonizava no chão embutido

                                                                   Gritando no vazio

Tremulo de infinitos.

 

 

A terra vasta de todas as alimárias suspensas

Num hostil  olhar se de medo que suava frio

                                                               A fuga da minha alma

Temente inerte de tão brusca escuridão