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terça-feira, 5 de novembro de 2019

(HAJA LUZ : E HOUVE LUZ...)



(1)
Desci os degraus para dentro de mim
Por desventuras escadas rumo abaixo
Desejável abrigo de certos sentimentos
Acendi uma luz e entrei nesse portal

(2)
Na superfície havia flores de sorrisos
Mascaras de acácias, lírios de felicidade
Havia até mesmo uma face flutuante dourada
Eram pétalas enrugadas de supostas santidades

(3)
Mas quanto mais eu medroso descia
Uma obscuridade tanto mais me estranhava
Pois que dessa escuridão eu percebia
Que lá dentro coisas me espantavam

(4)
Na baixeza desse lugar do coração
Havia tais gritos espantos incessantes
E em intrépido temor e calafrios
Esfreguei meus olhos num instante

(5)
Vi tumbas e coisas ainda mais medrosas
Trincheiras e outras coisas medonhas
Entes de chagas abertas e vultosas
Coisas terríveis que a pureza não sonha

(6)
De medo minha alma toda estremecia
E abrindo meus olhos olhei
Dos vultos que sobre mim pairavam
De suste horrendo me arrepiei

(7)
Vi chacais e lobos sombrios uivando
Parecem feras e bestas tão mais assustadoras
Cadáveres vivendo nos antros cavando
Feridas agressivas e sofredoras

(8)
Eram as magoas guardadas no meu interior
Ressentimentos, lembranças inóspitas e coisas assim
Tantas feridas de muitas ofensas
Todas vivendo lá dentro de mim

(9)
Mas que de posse de certo perdão
Que recebi desde aquela mais rude cruz
Tomei a coragem a receber  libertação
A luz do evangelho lá dentro acendi

(10)
Oh! Aurora de brilhos benditos e celestiais
Que em esperança dentro de mim se acendeu
Em glória resplandecente de mim removeu
Todas essas dores que me arremessavam aos “ais”

(11)
Desde então a graça e o perdão floresceram
Meu coração em doçuras e eternos mananciais
Que dentro de mim as todas as magoas dissolveram
Em Cristo minha alma descansa em paz


(CLAVIO J. JACINTO)




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Calvario de Nosso Desespero


As dores debulham grãos de lagrimas
A solidão ceifa tantas agustias
Que pão doloso, nesses grilhões de "ais"
Onde a alma sangra o fel dos ferimentos
Mas vai,  pobre alma sedenta
Que trilha a senda da sorte rebelada
Como se o vinho tinto do azar
Embriagasse o amanhecer do outono
Tingindo todas as paginas de nossas canções.

Na calçada da vida
Nasce aquela estrela que insiste em brilhar
Como relâmpago que em humanas agonias
Une ocidente e oriente
Mas toca nas tuas chagas e vê
Que daquele monte onde os sádicos zombavam
Um grito rasgou o manto mais sagrado
E quando triturada suas dores, verteram em abunnacia
O balsamo carmesim
Que cura os ferimentos mais intimos
de todas as nossas profundas agonias.

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 31 de março de 2016

A Era da Supeficialidade


A nossa cultura abandonou as coisas simples, para mergulhar numa imensidão de superficialidades e viver uma vida vazia de sentidos verdadeiros.


Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Real e Virtual


Atentai para a vossa sensibilidade
Porque a imensidão do mundo virtual
Apaga os traços dos sentimentos
Anestesia o coração
Transforma a vida em escravidão
E, nos faz perecer no cotidiano

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Tarde Demais...


Quando o homem descobre que algo estava errado
Ali ele chora em amargos pesares
Pois a sua consciência só desperta para a verdade
Depois que ela já se encontra em um tempo irreversivel...

Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O Caminho Seguro


As vezes prosseguimos
As vezes retornamos
As vezes avançamos
As vezes retrocedemos
As vezes corajosos
As vezes em temor
As vezes determinados
As vezes desconfiados
Mas em todo o tempo
Nunca nos falte a coragem
De mobilizar-se sempre
Para uma direção melhor...

Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Jardim



Todos os dias
Há uma mensagem secreta
Que precisa ser lida
Mas
A natureza torna-se um jardim secreto
Se o homem prender o coração
Dentro de si mesmo


Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A VIDA E A PACIENCIA



A vida pode ser um crisol
Onde o nosso ser é mergulhado
Para que o coração se purifique
De todas as ilusões e vaidades
As vezes não entendemos "Um porque?"
Devemos apenas ter paciência
Pois a nossa ansiedade nunca consegue
Antecipar as respostas do destino


Clavio Juvenal Jacinto

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Perdoar é Preciso


O que fere é o ferido que segue
Sangrando
A alma aflita, obscurecida
Coração da violencia
Se devorando
O que segue ferindo
Vai prosseguindo
Na saga da auto-destruição
Vai e endurece
Coração das trevas e buraco negro
Afugenta o amor alheio
E afoga o proprio
Dentro da interna escuridão

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Caminhos transcedentes


Amor
Humildade
Simplicidade
São estações perenes
Onde floresce eternamente
A inspiração dos sábios


CJJ

terça-feira, 14 de abril de 2015

Fome e Sede de Justiça


Tenho fome
Não desse pão sobre a mesa
Mas dessa justiça que tanto
Falta no mundo
Tenho sede
Não dessas aguas das torrentes
Que borbulham nas nascentes
Mas tenho sede
Dessa justiça
Que falta entre os homens
O leito está seco
As searas tostadas pelo egoismo
Nesse deserto caustico do mundo
As almas generosas não podem
Padecer...


Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Caminho dos Fugitivos



As estações dançam em torno do amor
Os ventos sopram em torno do amor
O sol ilumina a face do amor
As estrelas acompanham a jornada do amor
O mar faz do amor uma pérola
E os homens fazem do amor, um caminho de fuga


CLAVIO J. JACINTO

Inverno Eterno


Não haverá primavera no coração
Nem jardim na alma
Não haverá inspiração na imaginação
Nem sorriso nos lábios
Não haverá estações no homem
Que se detém no inverno
Do seu egoismo

Clavio Jacinto

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A chegada do fim


Chegou o inverno em tantos corações
Nosso mundo está cheio de pessoas insensíveis
Almas congeladas andam por ai
Tantos sentimentos doentio
Tantos corações endurecidos pela frieza do egoismo
Mas levanta a tua cabeça
Acende o teu coração
Inflama a tua alma com o fogo da esperança
Porque se não agires
Também tu serás culpado
Pelo fim da humanidade


Clavio juvenal Jacinto