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terça-feira, 2 de junho de 2026

Fugi dos Temporais


Fugi dos temporais da imaginação

Das tramas do destino insólito diante de mim

Náuseas…

 

Como um marinheiro noturno

Em naus trepidantes de ondas agitadas

Contando estrelas polidas pelos ventos

As brisas nasais e a respiração ofegante

Chamas trêmulas de uma vela de cera

Infinitos turvos de auroras mortas

 

Fuga insana

Por caminhos pedregosos e íngremes

Na vastidão de tempos e montanhas

O ponto geográfico de uma alma perdida

Vaga a flutuar em questões nunca respondidas

 

Nessa insana consternação solitária

Contei mil ocorrências

Num perímetro de linhas de um livro

Ficou minha assustadora história



C. J. Jacinto