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quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Calice


Sábio é o homem
Que não espera viver o amanhã
Porque sabe que a seu coração
Só pode sorver do cálice  presente

Clavio J. Jacinto

O Milagre Depois da Noite



Esperamos muitos milagres
Passamos todo o tempo dormindo
Esperando de olhos fechados
Quando em cada amanhecer
Um lindo e grandioso milagre
Acontece


Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 31 de março de 2016

O Medo e a Fé




O medo leva o homem ao desespero, mas a fé conduz o homem a esperança

Clavio J. Jacinto

Sobre Egoismo


As vezes na brevidade, as borboletas encontram mais sentido para a vida do que um homem que vive décadas alimentando seu próprio egoismo

Clavio Juvenal Jacinto

Coragem de ser diferente


O grande desafio da nossa epoca, é ser diferente em um mundo cheio de replicas. A diferença basica de um homem, está na atitude de fazer o certo, quando todas as circunstancias apontam para a inversão de valores

Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 15 de março de 2016

Eterno Amor



Ontem foi um tempo derramado
Como aguaceiro em tarde de verão
Nós cultivamos na tarde da vida
Esse amor tão raro
Especie de sentimento em extinção no mundo
É bom sentir um nó no coração
Enxergar o obvio pelas  janelas de teus olhos
Como se todos os campos da primavera
Estivessem dentro de teu coração
Nossas flores brotam na calada da noite
As pétalas são abrigos das mãos
Agora que tanto inflama essa saudade
Buscamos os velhos momentos que se renovam
Na senda preciosa da memoria
Como o chuvisco das nuvens timidas
Que regam os capinzais pregados nos montes
Somos dois e um só coração
Que se acharam nas ruas da vida
Num olhar de tesouros revelados
Inclinamos nossas faces
O rosto meu encostado no teu
Recolhendo nosso tempo que espalhou-se
Pelos corredores da eternidade

Clavio Juvenal Jacinto



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Deserto e Jardim


Nos lugares desertos
A alma pode florescer
As vezes, o exterior precisa ser ermo
Para que nosso coração
Torne-se jardim...

Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

As Perolas da Existencia


O mistério da dor
É um enigma profundo
No mar da vida.
A tribulação produz santos
O sofrimento, paciência
A dificuldade, sábios
A batalha produz heróis
As aflições, poetas
O suor fortalece as mãos
A perseverança reforça o coração
Cavar poços, produz águas
Ferir a terra, brota o Pão
Do sangue derramado na cruz
Os fundamentos da redenção


Clavio Juvenal Jacinto

sábado, 19 de setembro de 2015

O Valor das Aflições

O Valor das Aflições

Se sofres e persiste em viver
Com um sentido em querer existir
Amando teus queridos
Mesmo em dor causticante e tão ferido
Te amarras ao amor e não soltas
Mesmo que o mundo dê tantas voltas
Insiste em navegar nessa vida
Mesmo remando contra todos os ventos
Ainda que desçam todas nuvens de lamentos
Suportas as afrontas do teu destino
O furor das aflições e seus desatinos
Por tantas vezes suspiras em exclamações
Sufocando lá dentro, as tuas aspirações
Tenha coragem pra tudo enfrentar
Sem deixar teu coração desmoronar
Porque as estrelas precisam da noite
As rosas do esterco
As macieiras do duro frio
As perolas do sofrimento
Resiste a tudo e verás
Que o brilho da tua existência
Foi feito de dores feridas
Por tua rara e tão brava resistência


Clavio Juvenal Jacinto

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A EXISTENCIA DEFINITIVA


O meu respirar são paginas
Meus sonhos são paginas
Minhas dores são paginas

Meus dias são contos
Minhas horas aventuras
Meus minutos experiencias

Meu olhar é uma viagem
Meu pensar é um mergulho
Meu tempo, todas estações

Por isso, resolvi chamar
O livro da minha breve vida
De "O épico prolongado"


Clavio Juvenal Jacinto

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Superfície e Profundidade


A vida interior
Pode ser um poente
Enquanto a superfície é tempestade
Pode ser amanhecer
Enquanto a superfície é madrugada
Pode ser primavera
Enquanto a superfície é deserto
A vida interior
Pode ser um manancial
Enquanto a superfície é terra estéril
pode ser um oásis
Enquanto a superfície é um caminho morto
Pode ser um universo de paz
Enquanto na superfície tudo desmorona
Se não fosse assim
Já não haveria mais esperança
Para os homens sofredores
Que vivem na superfície da vida
Pois aqui, todos nós sofremos
 Com tantas e intensas dores

Clavio Juvenal Jacinto


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Insista em Sonhar


Quando por um momento
Pensares em desistir
Então é hora de decidir
Que nunca deves desistir
De teus sonhos

Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 9 de junho de 2015

Perseverança


Não temas a noite
Se perseveras
Verás o amanhecer surgindo
Após a madrugada


Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 5 de maio de 2015

O MISTÉRIO DO DESTINO


Vou andando
A marcha da vida continua
Como as nuvens, prossigo
Tudo na vida é movimento
Mobilidade como o vento
Vou andando
Perseguindo a lógica
Acompanhando o tempo
Tudo na vida é pura ação
Mesmo lá dentro do coração
Em algum lugar
Todos chegaremos


CLAVIO JUVENAL JACINTO


quinta-feira, 23 de abril de 2015

OCEANO INFINITO


O infinito é um mar no tempo
Nossa vida é nau perene
Guiada por um mapa perpetuo
Onde o fanal aceso ilumina
Como estrela que das manhãs faz a aurora
Nesse oceano navegamos no agora
Rosto a rosto
Como as nuvens que doam as gotas 
Como os montes que doam as fontes
A terra ferida que faz brotar a nascente
O infinito é um céu espraiado
Com suas centelhas germinadas na imensidão
Nossos olhos se enchem de amargo orvalho
Quando a relva torna-se nosso lar
Debaixo da eira dos cereais
Cantamos aquela canção de sol sem dó
Então adormecemos
Até que a estrela da alva resplandeça
Para deixar um traço definitivo
Em nosso misterioso destino


Clavio Jacinto




quarta-feira, 22 de abril de 2015

O SENDA DA HUMILDADE


Desci até o limo
O rastro das flores da mata
O chão batido do meu coração
Desci as escadas dos mistérios
A terra e as folhas secas
Desci até a fonte das pétalas
Onde borbulha a fonte dos perfumes
Desci até o barro
Onde emerge o vaso das flores
Desci até as fendas
A toca dos coelhos
Os palacios das formigas
Desci e desci
Como desce o Rei com suas luzes
E descendo encontrei 
Meu reflexo na poça de lama
E meu sorriso no berço das neblinas
Desci e agora sou feliz
Porque deixei de ser copa
Pra ser raiz


Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Depois da Primavera





Não te desesperes
Se a primavera ameaça
Ir embora
Porque há flores
Que desabrocham
No inverno...


Clavio Juvenal Jacinto

terça-feira, 14 de abril de 2015

A ESCOLA DA EXISTENCIA


Quando tudo parece uma dor sem fim
Quando as nuvens insistem em esconder
O sol...
Quando a agonia parece espremer o coração
A alma não encontra um fundamento
Uma rocha de refugio
Quando a noite não quer ir embora
As muitas aguas querem afogar o entendimento
Resista!
Porque todas as coisas passam
Ainda que sejam tão demoradas
O tempo sempre trás um balsamo celestial
Para curar todas as dores da vida
Na escola da vida, as lições são caras
Mas sempre serão preciosas
Quando superamos os desafios
E cumprimos nossa missão aqui nesse mundo


Clavio J. Jacinto

Fome e Sede de Justiça


Tenho fome
Não desse pão sobre a mesa
Mas dessa justiça que tanto
Falta no mundo
Tenho sede
Não dessas aguas das torrentes
Que borbulham nas nascentes
Mas tenho sede
Dessa justiça
Que falta entre os homens
O leito está seco
As searas tostadas pelo egoismo
Nesse deserto caustico do mundo
As almas generosas não podem
Padecer...


Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Palhas ou Flores?

Insiste em florescer
Com todas as nobres virtudes
Ainda que todos a tua voltam
Se entreguem a decomposição
De uma moral de palha
Produzida pelos vicios mais baixos.



Clavio Juvenal Jacinto