domingo, 21 de junho de 2026
sábado, 20 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Vento e Ruídos
Vento e Ruídos
I
Mar, espuma e areia,
Flores, pássaros e abelhas,
Nuvens, ventos e estrelas —
rua, destino, lâmpadas que
brilham.
II
Montes azuis na imensidão,
Hortênsias, pirilampos e hortelã,
Cânticos e silêncios noturnos,
A neblina do bosque escondido.
III
O sol nascente ao lado do rio,
A orla do mar e o horizonte sem
fim,
Todos os ecos de gritos infantis —
O sufoco liberto dos trovões.
IV
O fino aroma de sândalo,
Que foge de sonhos desesperados;
As folhas do eucalipto repousam na terra,
Orvalhos adormecidos no instante da noite.
V
Apenas eu, vivendo no lado do Éden,
Penetrando os olhos nos montes orientais:
A fuga do superficial e a vinda
da essência.
C. J. Jacinto
terça-feira, 2 de junho de 2026
Fugi dos Temporais
Fugi dos temporais da imaginação
Das tramas do destino insólito diante de
mim
Náuseas…
Como um marinheiro noturno
Em naus trepidantes de ondas agitadas
Contando estrelas polidas pelos ventos
As brisas nasais e a respiração ofegante
Chamas trêmulas de uma vela de cera
Infinitos turvos de auroras mortas
Fuga insana
Por caminhos pedregosos e íngremes
Na vastidão de tempos e montanhas
O ponto geográfico de uma alma perdida
Vaga a flutuar em questões nunca
respondidas
Nessa insana consternação solitária
Contei mil ocorrências
Num perímetro de linhas de um livro
Ficou minha assustadora história
C. J. Jacinto
quinta-feira, 14 de maio de 2026
O MUNDO JAZ NO MALIGNO
(O MUNDO JAZ NO MALIGNO)
Caminha o mundo em cegueira
Numa escravidão insana e cega
Onde a prisão invisível encanta
A magia do inferno controla
homens
Que a dor e o medo são armas
Nos prantos mares de tais
dissabores
A goécia obscura da Babilônia
misteriosa
O tenebroso caos de todas
inversões
Que da posse do mundo e seus
reinos
O império sombrio se precipita
Dos pecados que aos homens tanto
incita
O prelúdio mórbido de tão grande
tribulação
E quando enfim toda a mentira
ruir
Quando Cristo aos seus santos
reunir
O anticristo será totalmente
vencido
Pra sempre Deus em Cristo,
triunfante.
C. J. JACINTO
sexta-feira, 24 de abril de 2026
O Farol do Norte
Há nas alturas infinitas de meus sonhos
Um castelo feito de lagrimas congeladas
Suspensa num éter de perfumes sacros
Morada permanente de minhas lamentações
Mas, silenciosamente quebrei o ruído
Que inerte agonizava no chão embutido
Gritando no vazio
Tremulo de infinitos.
A terra vasta de todas as alimárias suspensas
Num hostil olhar se de medo que suava frio
A fuga da minha alma
Temente inerte de tão brusca escuridão



