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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Quando o Amor é Ferido

 



 

Ferido o amor exala a vida

Se são profundas as chagas das ofensas

Libera perdão

Como o sândalo moído liberta doce arômata

O sulco cravado pelo arado de aço

Na terra que agoniza germina as flores agrestes

Ferido o amor é como a pedra bruta

Que no cinzel torna-se arte

O barro cru amassado vira vaso nas mãos do oleiro

O amor ferido é como ostra

Na agressiva dor do sofrimento produz a perola

O casulo é um insulto larvar

Na pressão da vergonha vira borboleta

No tardar da noite fria a madrugada doa ao mundo

 A estrela da manhã

O amor é a revolução da vida ferida no centro da essência

Frutifica as mais nobres virtudes

Para fortalecer o espírito humano



Clavio J. Jacinto

 

A Cruz

 



 

O peso da cruz

Mas não somente o madeiro

Mas dos meus pecados

De minha condenação inteira

 

Mergulhou Ele os meus pecados

No oceano cheio de Seu sangue

Sepultou a minha segunda morte

Na Sua morte régia

Redentora e libertadora

 

Selada está à remissão

Consumada e perfeita

Uma vez por todas e para sempre

Pelo selo da Sua ressurreição



Clavio J. Jacinto

Relva

 



 

Na aragem liberta dos campos

O juntar de folhas no chão

Ervas rasteiras cálices de clorofila

Lírios  e rosas camponesas

Há relvas nas campinas

A librina fria das manhãs outonais

Cálices de doçura de cerejas

A torrente da frutose tropical

Há um rio que flui do Trono

Uma torrente refrescante

Que ressuscita a alma abatida

Uma voz sacra que diz:

“Quem quiser beba de graça

Da água da vida”


Clavio J. Jacinto

 

 

 

 

Alento

 


Tu que repousa no arco das flores

Que adormece na Iris dos próprios olhos

O sono maduro de duma hipérbole vaga

Na sensatez sonâmbula da amargura

 

Tu que vai moroso entre jardins

Foge de um inverno ébrio  cheio de calafrios

Pegastes o fio da meada de fogos fátuos

Soprando as chamas de falsos pavios

 

O verdadeiro pentecostes é um clarão

Que acende as virtudes e outros frutos sagrados

Que libera a luz da sobriedade em alentos

Que define o profundo discernimento

 

É evidente que por mais intensa

Que seja a luz

Nossa alma não resplandece de verdade

Se o coração permanece fechado para os fatos

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 13 de julho de 2021

Livro Porto do Ventos (Grátis)

 


Meu livro de Poemas e Reflexões, formato PDF:

https://www.mediafire.com/file/fxl46b7lpsrn3k1/Porto+dos+Ventos.+Clavio+J.+Jacinto.pdf/file
Formato Epub: https://www.mediafire.com/file/ncxw8gro6owgbg5/Porto-dos-Ventos.-Clavio-J.-Jacinto.epub/file

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

ALMAGINÁRIA

 

ALMAGINÁRIA

 

Sou prosélito inventor de palavras

Liberto os verbos das profundezas polares

Como chuvas debulhadas

No cesto das tempestades de um antigo verão

As cigarras cantam no entardecer

Os pássaros cantam no limiar das montanhas

Minha alma imagina os sonhos da vida

Porque o coração consegue extrair

Verdadeiros sorrisos

Quando valorizamos a grandeza das coisas

Mais simples.

 

(Clavio J. Jacinto)

 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Balsamo de Gileade

 


BALSAMO DE GILEADE

 

Quando as feridas de morte eterna

Abriam crateras abismais dentro de mim

Onde os pecados abrigavam na densa escuridão

O frio inverno de todas minhas decepções

 

Dos gemidos de um moribundo agonizando

Mares de tristezas e tormentas colossais

Via minha alma rastejando angustias

O coração bebendo absinto de tristezas

 

Quais tumultos de hostes de negros vendavais

Gritos e sussurros de sustos banidos

As chagas fugitivas dentro do meu desespero

Meu mundo insólito de todos os medos

 

Oh!  No Calvário, Que graça mais celestial

O Senhor tomando a minhas vorazes agonias

Derramando o Sangue naquela terra fria

Untava os meus ferimentos com seu santo sacrifício

 

 

Como o Balsamo de Gileade e aromas

A doçura do amor como mel mais puro

Soprou sobre minha morte a Sua vida

A ferida mortal curada, Sou filho da ressurreição