Não tenho medo de abrir meu coração
à simplicidade da vida.
O universo da primavera se desabrocha,
a plenitude das chuvas da tarde,
o agora que tece cada instante,
as janelas amplas dos sonhos,
o lugar onde o medo se desfaz,
o caminho por onde flutuam sentimentos,
a foz das experiências mais profundas.
Sou eu mesmo, navegando em incógnita,
solitário das nuvens,
mas que, de momento a momento,
vive o inefável
e experimenta o numinoso.
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