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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

AS NUVENS ACESAS





AS NUVENS ACESAS

O céu é o caminho do esplendor
Suas veredas sãos rastros do maravilhoso
Por onde passam as cores do arco-iris
Onde as estrelas dormem e despertam

Há na tarde e no amanhecer de dias sem chuva
As nuvens vermelhas, tingidas de morangos
Papeis de presentes, onde Deus embrulha o dia
E dá aos viventes desse vale tantos corações

A pintura celeste é de grande esplendor
Essas nuvens de purpurina e cascas de romãs
Algodão avermelhado que tece o manto do dia
Cobertura  da noite que se acende em todas manhãs

E, em qual destra se encontra a nuvem maior?
Se entre as harpas cantam os anjos a sós
Nos humanos retraímos em silencio meditando
Se cantares e perdes  o show, lamentas em maior dó

O mar que se agita e se retrai nas suas fronteiras
Indo em beiras de ilhas que flutuam como jardins
As nuvens de gelatina flutuante, descem ás eiras
Chorando um coro de ervas amargas e jasmins

Os pássaros semeiam o vento calado
As asas das nuvens, de um algodão alado
As lisonjas sem palavras de estrelas cadentes
O Mausoléu das arcas estelares e almas viventes

Quem me dera tocar essas nuvens de fogo
Que queimam tristezas e devastam o joio
Tochas acesas no celeste campo
Fontes de luz berço dos pirilampos

Mas como insiste em vir a tempestade
Com nuvens negras e ansiedades
Trazendo a chuvas, os raios e os borrões
Apagando as nuvens, destronando os trovões

Quero um pouco desses pedaços de glória
A luz do amanhecer antes de ir embora
Porque nesse longo caminho que desejo andar
Um fardo de fogo, mil pesos de glórias pra me

ILUMINAR...




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