A vida é um perfume derramado
Uma bolha colorido seguindo rastros de estrelas
A vida é um vento oriental
É um mar agitado nas linhas do horizonte
É uma perola presa em um ambar
A vida é um segredo indecifravel
É uma canção apaixonada e uma melodia triste
É um cântico de gratidão, uma sinfonia de surpresas
A vida é um pomar de doçuras
Um vale extremo de santas amarguras
A vida é a soma de dias e perdas de horas
É gente que vem chorando
Outras que em tristezas vão embora
A vida é um manto descampado
É um lenço cheio de lágrimas e um rio de alegrias
Uma batalha e uma trincheira
Um céu encapelado de luz dourada
A vida é tudo e é nada
Tudo depende do valor que se dá a ela
A vida é noite escura
É dia nublado, é aquarela
A vida é arco-iris e sombras de laranjeiras
É rosa com espinhos, vaso de madeira
A vida é forte como o vento
É rasa como o relento
É fraca como fragrância de liberdade
É média mentira e duras verdades
A vida é sacra e não profana
É desanimo ou esperança que de dentro emana
É pólen, é néctar e é mel
É absinto, é sal e fel
É açúcar, é vinho doce é cereja madura
É profunda, enigmática e dura
A vida é grande e ainda maior
Porém tão breve e ainda menor
A vida é como a grande nuvem de Magalhães
Tão espetacular como todas as estações
A vida é isso correnteza e tantos perigos
Família, pessoas e amigos
É futuro que chega, passado que na porta jaz
É algumas guerras e a nossa paz
A vida é toda e terra e um punhado de pó
É muitos caminhos e uma vida só
É extensa, intensa e reduzida
Por isso deve vivida, como se hoje fosse toda a vida
CLAVIO JUVENAL JACINTO

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