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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Relojoeiro que enxerga



Essencia do espelho é o reflexo
da montanha azul e do lago dourado
das palavras limpidas
extraidas da dureza de meu coração
O triste olhar do mundo constante
a trajetória das mil fantasias do aroma
onde as imagens constroem a realidade

No luar que reflete no rio azul
o relojoeiro inteligente de ampla visão
escreve com letras de prata
a história nunca imaginada
por quem se apaixonou pela lama
o triste imaginario
de quem não cre porque é cego

Porem, nas entranhas da montanha
a neve perpetua denuncia
que os misterios insondaveis são riquezas
que o homem maduro obtem
abraçando o reflexo que transmite o real
pois onde há ordem
sempre haverá inteligencia

Clavio Jacinto

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