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quarta-feira, 17 de maio de 2023

Descanso

 


Descanso (Augustus Toplady)

 

De onde vem esse medo e incredulidade?
O Pai não lamentou
Seu Filho imaculado por mim?
E o justo Juiz dos homens
me condenará por aquela dívida de pecado
Que, Senhor, foi cobrado de ti?

Completa expiação tu fizeste,
E até o último centavo pagou
o que teu povo devia;
Como então pode ocorrer ira contra mim
Se protegido em tua justiça,
E aspergido com teu sangue?

Se obtiveste minha quitação,
E livremente em meu quarto suportou
Toda a cólera divina,
Deus não pode exigir pagamento duas vezes —
Primeiro pela sangrenta mão do Fiador,
E então novamente pela minha.

Volte-se então, minha alma, para o teu descanso!
Os méritos de teu grande Sumo Sacerdote
Compraram tua liberdade;
Confie em seu sangue eficaz,
nem tema seu banimento de Deus, uma
vez que Jesus morreu por ti.

Amém!

 

domingo, 14 de maio de 2023

Amor


Já não sinto a mim

Por passadas tristezas

Minha alma distante

Em ternas saudades

Vendo meu coração

Palpitar por tanto amor

Pois o que resta viver

Viverei em Ti somente

Na esperança acima da dor


CJJ

sábado, 13 de maio de 2023

Miséricórdia

 


Assim como a primavera

Dá todas as flores

E todas as flores dão

Todos os perfumes e aromas

Assim como a doçura do mel

É o labor de todas as abelhas

O outono destila todos os sabores

Assim também a minha alma

Por Ti Senhor tem bendita afeição

Pois é a minha terna alegria

Apreciar a Tua eterna misericórdia

 

C. J. Jacinto

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Vale de Ossos Secos

O Vale de Ossos Secos

 

 

 

Ossos secos sem vida

Separados

Silencio do vale da quietude

Sossegados

Grãos de morte em plenitude

Semeados

 

Ossos secos sem vida

Ressequidos

Sem nervuras e gemidos

Ossos exilados sem sepulcros

Jardim sem flores descanso de paz

Poeira que jaz

Fim do porto das batalhas

Um cais

 

Ossos secos cores nubladas

Minadas no sopro da calma

cadáveres sem alma

Cena estranha e calafrios

O fervor da calma

Soldados secos

Náufragos nus de carne

Insepultos da areia

 

Ossos secos ouvem a trombeta

Não é um vento e nem tormento

É um ímpeto de poder de vida

Um sopro de hálito celestial

Um grande ruído de ossos

Colossal

O mortal

Revestindo-se de vitalidade 

 

Tão grande e portentosa paisagem

A vida emerge de tal aragem!

 

Firmai os pés no chão abatido da dó

A ressurreição das partículas do pó

Confusão barulho e transtorno

Vidas que morreram e retornam

O Senhor dá a vida

Ordena ou condena

Ele sopra sobre poeira de ossos

Faz a vida brotar desse fosso

 

O profeta profetizou

Revestido de autoridade celeste

De poder se reveste

É vestido com um manto de glória

Tragada foi a morte pela vitória

Ressurreição dos mortos

Ressurreição de uma nação

 

A grandeza da elevada conquista

A imortalidade que reluz

Não é obra de uma razão humanista

Mas de uma obra consumada na cruz

 

CJJ

 

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Assombro

 Ferem-me os ferrolhos da vida

Um cerco de batalha e desatino

Assombra-se o claustro interno

Como vales nulos sem sol

Cortam-me as laminas desse frio

Como espadas patéticas na luta

Nos calcanhares efêmeros do labor

Meu ego se arrasta Insano

Nos teares que tecem enganos

Mas há a luz que insiste iluminar

Nos prados da mente a recalcar

As trevas abstratas do viver

Como a terra ferida do arado

Meu susto são meus pecados

 

 

CJJ

(Dores do Amanhã)

 (Dores do Amanhã)

 

Debulha dos meus secos olhos

Congeladas lágrimas alucinantes

Como se um pêsames do pesadelo

Fosse semeado o labor constante

Lá no fundo da minha alma tem

Sementes sonâmbulas de tantas dores

Guardiães do império de meus sofrimentos

Pois da seara das aflições

Colherei o pão de minhas amarguras

Tomarei o cálice do abatimento

Serei por fim tremulo homem

Que abraçou a batalha mais urgente

Que forjou a vida mais além

No fértil âmago da estiagem

Onde do sulco penetrou o alicerce

Da minha tímida coragem

 

CJJ

 

 

Feliz Cidade

 

(Feliz Cidade)

 

Puro hálito do amor vem

Foge intrépida da porta dos lírios

Entre girassóis flutuantes e cidades

Vem pelas frestas da nostalgia

Cujos temores vieram do coração

Oh vem doce ternura! Em emoções

Com as chaves de todos os portais

Que abrem saudades e lembranças

Abrem os saudosos tesouros internos

Diamantes incrustados na coroa da alma

No séquito sonoro da humanidade

Do fluir que emerge o viver da vontade

A vida acesa nas centelhas da caridade

Vem como alva relâmpago da aurora

Pois em Deus confio minha felicidade

 

(C. J. Jacinto)