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quinta-feira, 11 de maio de 2023

Vale de Ossos Secos

O Vale de Ossos Secos

 

 

 

Ossos secos sem vida

Separados

Silencio do vale da quietude

Sossegados

Grãos de morte em plenitude

Semeados

 

Ossos secos sem vida

Ressequidos

Sem nervuras e gemidos

Ossos exilados sem sepulcros

Jardim sem flores descanso de paz

Poeira que jaz

Fim do porto das batalhas

Um cais

 

Ossos secos cores nubladas

Minadas no sopro da calma

cadáveres sem alma

Cena estranha e calafrios

O fervor da calma

Soldados secos

Náufragos nus de carne

Insepultos da areia

 

Ossos secos ouvem a trombeta

Não é um vento e nem tormento

É um ímpeto de poder de vida

Um sopro de hálito celestial

Um grande ruído de ossos

Colossal

O mortal

Revestindo-se de vitalidade 

 

Tão grande e portentosa paisagem

A vida emerge de tal aragem!

 

Firmai os pés no chão abatido da dó

A ressurreição das partículas do pó

Confusão barulho e transtorno

Vidas que morreram e retornam

O Senhor dá a vida

Ordena ou condena

Ele sopra sobre poeira de ossos

Faz a vida brotar desse fosso

 

O profeta profetizou

Revestido de autoridade celeste

De poder se reveste

É vestido com um manto de glória

Tragada foi a morte pela vitória

Ressurreição dos mortos

Ressurreição de uma nação

 

A grandeza da elevada conquista

A imortalidade que reluz

Não é obra de uma razão humanista

Mas de uma obra consumada na cruz

 

CJJ

 

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Assombro

 Ferem-me os ferrolhos da vida

Um cerco de batalha e desatino

Assombra-se o claustro interno

Como vales nulos sem sol

Cortam-me as laminas desse frio

Como espadas patéticas na luta

Nos calcanhares efêmeros do labor

Meu ego se arrasta Insano

Nos teares que tecem enganos

Mas há a luz que insiste iluminar

Nos prados da mente a recalcar

As trevas abstratas do viver

Como a terra ferida do arado

Meu susto são meus pecados

 

 

CJJ

(Dores do Amanhã)

 (Dores do Amanhã)

 

Debulha dos meus secos olhos

Congeladas lágrimas alucinantes

Como se um pêsames do pesadelo

Fosse semeado o labor constante

Lá no fundo da minha alma tem

Sementes sonâmbulas de tantas dores

Guardiães do império de meus sofrimentos

Pois da seara das aflições

Colherei o pão de minhas amarguras

Tomarei o cálice do abatimento

Serei por fim tremulo homem

Que abraçou a batalha mais urgente

Que forjou a vida mais além

No fértil âmago da estiagem

Onde do sulco penetrou o alicerce

Da minha tímida coragem

 

CJJ

 

 

Feliz Cidade

 

(Feliz Cidade)

 

Puro hálito do amor vem

Foge intrépida da porta dos lírios

Entre girassóis flutuantes e cidades

Vem pelas frestas da nostalgia

Cujos temores vieram do coração

Oh vem doce ternura! Em emoções

Com as chaves de todos os portais

Que abrem saudades e lembranças

Abrem os saudosos tesouros internos

Diamantes incrustados na coroa da alma

No séquito sonoro da humanidade

Do fluir que emerge o viver da vontade

A vida acesa nas centelhas da caridade

Vem como alva relâmpago da aurora

Pois em Deus confio minha felicidade

 

(C. J. Jacinto)

sábado, 29 de abril de 2023

Visão Transcedente

 Depois da meia noite

A aurora brilha

Como lampadas fortalecidas

Depois do frio cinzento da noite

Na alva as flores emergem

Em vivazes cores

Tudo se renova depois da aflição

Quando olhamos pra Cristo

Desde dentro do nosso coração

Sorrindo na Tempestade


Sorrindo na Tempestade
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As ondas bravejam neste mar da vida
Nuvens negras se rebelam contra a paz
Fúrias assombram nossa estrada
Tentam escurecer nosso caminho
Espinhos afiados ferem a alma
O naufrágio tanto nos ameaça
Nesse campo ácido em tantas dores
Gritamos um "ai de nós!"
Reconhecemos: somos indefesos mortais
Em meio a essa escuridão
Que tanto nos assusta e nos assola
Mas vimos uma majestosa estrela
Um brilho de aurora Jubilosa
É Cristo quem nos consola
---
Clavio J. Jacinto

Amor e Cascalhos

 Amor e Cascalhos


Pedras preciosas e casacalhos

Encontraremos ao longo do caminho

                                            da vida

Salgueiros e desertos

Por todo o percurso da vida

Porém o amor, ah, o amor!

Jamais iremos encontrar fora

Se antes não estiver

Dentro do nosso coração