Que consolos tens?
Se andas sem rumo certo
Sendo levado por ideias alheias
As pedras das incertezas te atingem
Ferem a tua pobre alma
Oh que aflições existencialistas
Tua alma vaza no tempo
Como nevoa em temporais violentos
As chagas da incredulidade
Te devoram
Quem dera-me te dizer
Que no nada não ha verdade
Que o jardim das mentiras é um engano
Que a flor das paixões humana é uma flama fátua
Uma agonia silenciosa que crepita no coração
Entorpecendo as petálas
Como arvore seca em pântano de temporais
Que consolo tens?
As dores da vida são febres hilarias
Que zombam de teus sustos e não acodem
Teu delicioso medo de fel sem roupas
Como as mais ferozes sombras que devoram a noite
Tua alma canta a embrumação do tempo perdido
Como a lua tristonha que iluminou os passos de judas
Para onde vais em tamanha discórdia
Quando vires um tanto
Para acreditar nas margens do nada
Quando em volúpias de duvidas
Tua alma se embriaga
Sem um tostão pra pagar as festas noturnas
Ah meu amigo!
Que consolo tens?
Quando os navios mercantes da tua alma
Naufragarem na lama da ideologia voraz
teu risos em prantos se entrelaçam
Como as estrelas cadentes
Embriagadas com o desastre
Beijam as chuvas e as hostes insondáveis
Te tantos relâmpagos que fogem da aurora
Descampam no véu sepulcral das duvidas
Assim parte da vida toda a alma sem Deus
Que consolo tens?....
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Jornada
Adormeci
Nessa poeira do chão
Fugiu meus sonhos
Voaram
Nessa sempiterna imensidão
Caíram os apegos
Aconchego das minhas mãos
Quebrou-se meus sonhos
Todos fragmentados
Um instante
Espalharam-se todos
Pelos céus
Tornaram-se estrelas
Errantes e brilhanres
Clavio J. Jacinto
sábado, 3 de fevereiro de 2018
O EPICO DO TITANIC
Aberto o caminho de ferrolhos flutuantes
Como espada orgulhosa cortando laminas de águas
Sustentando a lapide de todos os orgulhos e prazeres
Um navio de sinfonias de naufrágios vivos
Num vasto caminho de áspides de ondas
No pomposo dançar dos parafusos retorcidos
Nas engrenagens submersa e cantarolar dos motores
Homens zarpam e cantam o espanta gelos
Beja a proa a pedra de risos congelados
Os "ais" e a ferida que sangra orgulho do casco
Quebram-se as lupas que distorce a visão
Entre sombras e fagulhas, o réu prodigo navio
Abriu-se o portal da noite fantasmagorica
O aprisco do pesadelo é um sonho mais vivo
Assim num mergulho no sepulcro mais fundo
O mar mata a fome e o desastre mata as almas
CLAVIO J. JACINTO
Como espada orgulhosa cortando laminas de águas
Sustentando a lapide de todos os orgulhos e prazeres
Um navio de sinfonias de naufrágios vivos
Num vasto caminho de áspides de ondas
No pomposo dançar dos parafusos retorcidos
Nas engrenagens submersa e cantarolar dos motores
Homens zarpam e cantam o espanta gelos
Beja a proa a pedra de risos congelados
Os "ais" e a ferida que sangra orgulho do casco
Quebram-se as lupas que distorce a visão
Entre sombras e fagulhas, o réu prodigo navio
Abriu-se o portal da noite fantasmagorica
O aprisco do pesadelo é um sonho mais vivo
Assim num mergulho no sepulcro mais fundo
O mar mata a fome e o desastre mata as almas
CLAVIO J. JACINTO
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Ressurreição
Alma adormece no templo do corpo
Crisalida de dor
Doce recanto de pensamentos
Torrentes de alegrias e fardos de tristezas
Destilai a fé no cálice da esperança
Puro será o amor
Lapidação de pedra bruta
Em imagem celeste da vida
Nos apertos dessa prisão
Chora meu pobre coração
Quando enfim
No romper de todas as ataduras
A voz bendita do Salvador ordena
A Ressurreição...
Clavio J. Jacinto
INCENSO DAS TEMPESTADES.
INCENSO DAS TEMPESTADES.
Se em fel, nuvens em águas transbordam
Afogadas nas incertezas das tempestades
Como o mar que engole o exercito de Faraó
O ventre do oceano, a casa de Jonas.
Afogadas nas incertezas das tempestades
Como o mar que engole o exercito de Faraó
O ventre do oceano, a casa de Jonas.
Dos astros cintilam por trás da noite
As rosas suportam os naufragados espinhos
Como não suportaria eu essas aflições?
Se a dor do mártir é a porta do paraíso?
As rosas suportam os naufragados espinhos
Como não suportaria eu essas aflições?
Se a dor do mártir é a porta do paraíso?
As pedras das dificuldades caem no jardim
O cerco de arame é algemas dos lirios
Mas o ferro e o vaso nunca impediram
Que os perfumes tingissem a mão dos poetas
O cerco de arame é algemas dos lirios
Mas o ferro e o vaso nunca impediram
Que os perfumes tingissem a mão dos poetas
Não! não chores em vão, na tarde sombria
O sopro não apaga a eternidade das estrelas
Nem o estrondo das bombas tempestuais
Assustam as sementes adormecidas na terra
O sopro não apaga a eternidade das estrelas
Nem o estrondo das bombas tempestuais
Assustam as sementes adormecidas na terra
Quando cai a agulha fria das chuvas
Tão exasperadas por causa da queda livre
Há um leito de descanso no lago silencioso
Onde a fúria encontra a parede da calmaria
Tão exasperadas por causa da queda livre
Há um leito de descanso no lago silencioso
Onde a fúria encontra a parede da calmaria
É difícil aceitar as sombras e as aflições
Mas que pesar seria a dor das estrelas
Se elas não adornassem a face da noite escura
Como a erva do campo floresce no monturo
Mas que pesar seria a dor das estrelas
Se elas não adornassem a face da noite escura
Como a erva do campo floresce no monturo
Os lírios não moram nos pântanos?
As fontes puras não são feridas por pedras?
O mel das flores não se aprisionam em favos?
Se a tua alma se rasga, deixa o coração florescer
As fontes puras não são feridas por pedras?
O mel das flores não se aprisionam em favos?
Se a tua alma se rasga, deixa o coração florescer
(Clavio J. Jacinto)
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
DESERTOS E PRADOS.
Ainda que em frios sentimentos
O coração do mundo
Fique em fúnebre insensibilidade
O coração do mundo
Fique em fúnebre insensibilidade
Ainda que o inverno traga as sombras
E o sentido do certo e errado
Não mais tenha seus sinais
E o sentido do certo e errado
Não mais tenha seus sinais
Como nos prados refúgio de áspides
Torne-se cada recanto sem jardins
Morada de desânimos
Torne-se cada recanto sem jardins
Morada de desânimos
Como o mosto do ébrio errante
Contamine a face de todas as virtudes
Quando o mundo perecer nas sombras
Contamine a face de todas as virtudes
Quando o mundo perecer nas sombras
Que Deus possa encontrar em meus lábios
Uma canção de esperança
E nas minhas mãos, as sementes do amor
Uma canção de esperança
E nas minhas mãos, as sementes do amor
Que Ele possa encontrar em meus olhos
A firme visão da verdade
E no meu coração, o fogo que ilumine o perdido
A firme visão da verdade
E no meu coração, o fogo que ilumine o perdido
Pois se a vida em sequidão mortal
Tornar-se moradias de almas secas
Todavia a esperança em mim será oásis.
Tornar-se moradias de almas secas
Todavia a esperança em mim será oásis.
Clavio J. Jacinto.
O CAMPO E AS FLORES
Qual força do belo (lume)
No celeste firmamento
Qual nuvem que abraça
O esplendor humilda (da relva)
Assim, a frágil flor do campo
Consegue ser imensuravel
Pois é imagem (arrebatadora)
No celeste firmamento
Qual nuvem que abraça
O esplendor humilda (da relva)
Assim, a frágil flor do campo
Consegue ser imensuravel
Pois é imagem (arrebatadora)
Convence em arte sacra (frágil)
Emite aos olhos a arte divina
De ser pequena entre as colinas
Mas contudo nas (ancoras) da primavera
Em mensagem escrita de (perfumes)
Consegue proclamar
A glória das cores....
Emite aos olhos a arte divina
De ser pequena entre as colinas
Mas contudo nas (ancoras) da primavera
Em mensagem escrita de (perfumes)
Consegue proclamar
A glória das cores....
Clavio J. Jacinto.






