Pages

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Alma Peregrina


Minha alma vai até as nuvens
Á chorar com elas, esses tempos escorregadios
Como as sombras que se escondem por trás das colinas
Ainda penso nos tempos antigos
Quando trocava as palavras com o vento
Criança inocente que dançava na chuva

Minha alma entra nos portais do ontem
Tenta decifrar os enigmas do ser
Como as luzes do pirilampo que chega com o verão
Como dói essa solidão da noite
Meu coração bate forte, a saudade vem sem avisar
Eu choro sem lágrimas

Sou viajante sem dó, como o granizo da tempestade
Vitrais sem janela e perfume sem frascos
Palhas do inverno e folhas caídas do eucalipto
Sou eu mesmo, alma e carne
Como as capas furadas de um livro antigo
Um caminho sem destino, o silencio de um breve sorriso...


CJJ

Estação Armagedom

As estações choram
O tempo  das chuvas chegaram
Como os restos vitais da primavera
O jardim de um tumulo de finados
Os restos lacrimais de um funeral

As estações choram
Nuvens cinzentas em moinhos de vento
Como silabas que sobraram de uma poesia
O adeus de um peregrino perdido
Os restos fetais de um parto e gemidos

As estações choram
Como o fio da tarde que tece o tapete estelar
E eu olho uma só gota de oceano de choros
Ouço o rumor da rotação do tempo, a terra

Os restos  colossais de meus  últimos suspiros...

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Caminho do Homem Transformado

Pelo caminho estreito, só pode andar com perseverança, o homem cujo coração, foi transformado pelo evangelho da cruz de Cristo (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Campinas Imaginarias.


Infinita é a alma
Como um campo imaginário
Que ao renascer de sonhos cristalinos
Faz com que uma história
Torne-se imortal

Infinita é as águas
Dessas chuvas de verão
Faz brotar os lírios nas campinas
Onde os perfumes beijam as petálas
Tecendo o ciclo da imortalidade

Finito é meu olhar por vós
Que em trovões e tempestades
Aconchega a alma em lamentos
Porque de onde germinou as sementes
Aí ficou minha alma conformada ao tédio

CLAVIO JUVENAL JACINTO

Espinhos e Rosas


Quero ser apenas sombra das nuvens
Não parar no campo
Onde as flores adormecem
Mas acompanhar o curso das chuvas
Até chegar nas roseiras
Do meu intimo jardim
Provar aos sábios
Que os espinhos
Não podem ferir a alma e as sombras


Clavio J. Jacinto

Pérolas de Devoção



É sempre dever do homem, amar muito. Pois quando se ama pouco, comete-se muitas injustiças

Sobe na vida devocional e alcança o cume d oração, para respirar a pureza da santidade do Senhor

Um homem sem boa consciência é um homem sem vida espiritual

A sinceridade é uma virtude rara. A maioria das pessoas são incapazes de serem sinceras consigo mesmas.

Clavio Juvenal Jacinto

Estação Anoitecer


Da tarde que a luz minha resplandece
Acendo o esplendor da chama que me aquece
A esperança que sobrevive na triste noite
Onde o orvalho unge a solidão tétrica

Trepida a foz dessas chamas acesas
Nas caladas do silencio a voz de uma certeza
A paciência que da brasa em candeia é iluminada
Sobrevive nesse mar de escuras noites da vida

Nos átrios da montanha, refugio de temores
Onde a flamula amortece vossas dores
A lampada da tarde no meu intimo coração
Alumia a esperança do meu ultimo caminho

Estou vivendo o céu no fogo do entardecer
Cuidando da viva flama no póstumo anoitecer
Pois que das manhãs sopram brisas arquejantes
É dia, triunfo do fogo, minha aurora brilhante


Clávio J. Jacinto