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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sobre Difamação


Rosas do Campo e Outras Flores

Morreu a noite e nasceu o dia
Nos campos o vento sopra
Névoas da manhã escondem a relva
Perfumes das estepes, barulho dos rios

Cantam os pássaros depois do galo
A madrugada é filha órfã da noite
No verde das campinas a rosa desabrocha
Como estrela sem rumos siderais

Outras flores cantam um consolo
Num instante de violetas e jasmins
Pois as pérolas moram tão longe
Nas magoas frias de um mar revolto

Quando a manhã chega no jardim
As abelhas dançam nas esferas coloridas
Borboletas em pouso tão suave
Beijam a face decorada de todas as flores

Nesse sonho de destinos eternos
Campos e jardins proclamam a vida
Nós pobres e límpidos homens descalços
Sorrimos diante do belo, com cocegas no coração

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Flores e Jardins


Assim como a flor ao desabrochar-se para vida
Abre-se completamente para a primavera
O coração que se abre para a fé
Desabrocha para a completa esperança

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Frágil Mar da Vida

A vida é tão imensa como o oceano
Frágil como as águas por entre as mãos
Vigorosa como as ondas que persistem
Dominar as praias
O mar é como a vida
Acolhe as nuvens tempestuosas
Porém, também reflete

Todo o fulgor, da majestosa aurora.

CJJ

Épico- Delirio


Épico - Delírio

1-

Cultiva com dedicação, o amor
Pois tudo permanece através dele
O amor precisa mergulhar
Como raízes profundas, no coração
Pois só quando o amor sustenta
Torna-se o fundamento de uma alma
Assim,
As virtudes serão perenes.

2-

Vejo um remorso na hipocrisia
O sustento da falsidade incolor
Mascaras de corações corrompidos
A alma do luto em vão
O anseio da ruína
Buscando tragar na fome
Os corações obscurecidos
Pelo engano

FIM



O Dia da Aflição

Se escuro, tenebroso é o caminho
A luta da vida, tantas adversidades
Assombram a face tímida do peregrino
Como tempestade mais violenta e sombria

Acende a luz da fé, nessa via escura
Como diamante lapidado, a providencia
Que singela confiança, a essência
Que a pedra de fogo vai e espera

O delírio que te espanta, esvazia
Dissipado na esfera da noite mais fria
Diante do sol da fé, cume da aurora
O prisma da pedra valiosa da fé que perdura

Vai combatente, em coragem e enfrenta
A labuta do sofrer, virtudes crescentes
Prossegue a vida, vai logo em frente
Viver o agora, heroico ser que prossegue

As aflições como os mares profundos
Escondem as perolas mais valiosas e brilhantes.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Borboletas Flutuantes

Eu grito no vale da vida
Quem sou eu ?
Pobre pia alma na viva dor
Nesses grãos separados de tragedias
Que germinam com força, em tantos
Sofrimentos
Eu grito no vale da vida
Quem eu sou ?
Verme que rasteja sonhando
Em ser uma borboleta flutuante
Para subir até as estrelas
Para não ver as amarguras alheias
Eu grito no vale da vida
Quem sou eu ?
Solitário papel amassado
Resgatado por mãos perenes
Pagina em branco
Caminho da tinta carmesim
Eu grito no vale da vida
Quem eu tenho sido ?
Um entre os sofrem as tragédias da vida
Alma silenciosa que se derrama
Entre todos na humanidade
Como se todos fossemos um só na dor
Silencio no vale
Sou apenas a erva no campo da vida
Juntos aos meus irmãos que morrem
Barco que navega na lagrima do próximo
Hino profundo na sinfonia das estações
O coro do adeus, aos que partiram
Clavio J. Jacinto