(Calamidade)
No caudaloso choro, esse
formidável rio da alma,
Encontra-se fecundo o lamento que desabrocha em gritos.
São prósperos os gemidos de uma dor insólita,
Fartura nas relvas de lágrimas inóspitas.
O labor da dor, o sopro da desolação.
Quem me dera um bálsamo
aromático
Para suturar as fendas das breves ofensas,
O copioso clamor desta vida sangrada e volátil.
E que belas são as estrelas
do pobre coração
Nesta travessia perpétua de palavras!
A taciturnidade de três dias, a minha esperança,
O repouso, a santa calma, uma só atenção.
E depois de tanto híbrido, o
meu choro
Diz à alma tão penada: “Vai-te embora”.
Encerro-me no despertar dessa correção,
Na sapiência esperada de uma nova ponderação.
(Clavio J. Jacinto)
0 comentários:
Postar um comentário