Vagas páginas da noite vieram em minha alma
Nuvens incompreensivas esconderam as estrelas
Como admirar o brilho dos olhos das flores?
Escura é essa madrugada tão nebulosa
Como oceano a beira do colapso de uma supernova
Meu coração está suspenso nas névoas
O que será de meu pobre ser cansado?
Eu me lembrava que tinha um fósforo sem vida
Acendi entre as brechas da janela escura
Como um órfão do outono, meu rosto foi revelado
Um sorriso vivo e um colosso lacrimal
Corriam em meu rosto as lágrimas de um sorriso
Mas a flama breve, suspirou e morreu
Sua alma se uniu a minha e corremos pra amar estrelas...
Clavio J. Jacinto
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Dez Conselhos Sobre a Vida Prudente
Cada dia vem novos desafios, os confrontos chegam e precisamos sempre tomar pequenas decisões certas, para que o nosso progresso seja mais favorável.
Há uma lição no desabrochar de um novo dia, estamos inseridos nele para caminharmos mais um trajeto de nossa existência
A vida intelectual consiste em pensar e ler bem, mas a sabedoria não pode permanecer sem o exercicio da prudência.
As palavras são como arados, ou elas servem para semear sabedoria ou servem para promover feridas e contendas
A felicidade não consiste de uma satisfação temporal, mas de um sentimento de paz que possa resistir a qualquer adversidade.
Um sábio sempre pode progredir em sabedoria, e isso ocorre pelos degraus da descida na humildade, assim como o vaidoso segue para as profundezas subindo pelos degraus da sua própria exaltação.
Todas as vezes que percebo que o momento é mau, aproximo-me de um bom livro.
As vezes é bem melhor ficar no silencio de uma vida de reflexões do que ficar entre uma multidão sem um destino certo
As palavras que não servem como bisturi para tirar o mal do coração ou que não servem de alimento para a nossa fé, são de pouco proveito para a vida de um homem sabio.
Se não estivermos conscientes das nossas limitações, daremos preço errado a nossa vaidade, se não estivermos conscientes de nossas fraquezas, não daremos o valor correto para os momentos de oração.
Clavio J. Jacinto
Há uma lição no desabrochar de um novo dia, estamos inseridos nele para caminharmos mais um trajeto de nossa existência
A vida intelectual consiste em pensar e ler bem, mas a sabedoria não pode permanecer sem o exercicio da prudência.
As palavras são como arados, ou elas servem para semear sabedoria ou servem para promover feridas e contendas
A felicidade não consiste de uma satisfação temporal, mas de um sentimento de paz que possa resistir a qualquer adversidade.
Um sábio sempre pode progredir em sabedoria, e isso ocorre pelos degraus da descida na humildade, assim como o vaidoso segue para as profundezas subindo pelos degraus da sua própria exaltação.
Todas as vezes que percebo que o momento é mau, aproximo-me de um bom livro.
As vezes é bem melhor ficar no silencio de uma vida de reflexões do que ficar entre uma multidão sem um destino certo
As palavras que não servem como bisturi para tirar o mal do coração ou que não servem de alimento para a nossa fé, são de pouco proveito para a vida de um homem sabio.
Se não estivermos conscientes das nossas limitações, daremos preço errado a nossa vaidade, se não estivermos conscientes de nossas fraquezas, não daremos o valor correto para os momentos de oração.
Clavio J. Jacinto
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Lirios da Etiópia
A fome infame ceifou tantos infantes
A foice da morte ceifou tantas outras vidas
A terra mais árida, a falência das fontes
O falso pão, a figueira muito mais morta
Uma alma pobre pede o duro pão
Com pele plácida, põe o rosto no pó
Pois a dor vazia pisoteia o ser vazio
Pedintes em pedaços arrastando a poeira
Clama a jovem, da cor de lírio
Chá de almíscar e balsamo com cravos
Miragem do clima ermo, coração seco
Consigo leva seus ossos, a cruz, o sofrer calado
Terra terrível que não pariu as tâmaras
Sol que tosta o solo, odor de terebintina
Tantas sementes torradas, a mortandade
As mãos tremulas da moça, o estômago mutilado
Leva a leve lua consigo, no espelho dos olhos
A jovem, cor de lírio nos limites do mel
Lançando a mão absinto, aroma de luto
Lamentando porque a lama não é legume ferido
As flores fenecem nessa solidão infecunda
Onde a fuga da fome consola o sofrimento
Os lírios da Etiópia fornecem o vão perfume
O odor fútil, que faz o mundo inteiro fugir
Passou a falta de pão, a erva fértil cresceu
Pepitas de amor e a doce polpa do morango
Os poucos lírios cresceram na praia da esperança
Transformaram-se em jovens adultos e crianças.
sábado, 7 de janeiro de 2017
A Filosofia da Incredulidade
Se a aurora resplandece em santa paz
O homem ingrato, não se lembra da existência de Deus
Se a tempestade esconde a luz da manhã
O homem protesta o fato,
E diz que Deus não existe...
Se as flores doam perfumes e frutos
O homem ingrato não se lembra de Deus
Se os espinhos perfuram a vida e a colheita encolhe
O home protesta o fato,
E diz que Deus não existe
Se a voz que clama no deserto da consciência
Não é ouvida
Se o livro da vida é lido de cabeça pra baixo
Deus protesta o fato,
E ainda pretende perdoar as loucuras dos homens...
CJJ
Auschwitz (profanatio)
“Nunca mais me esquecerei
esta noite, a primeira noite no campo, que fez da minha vida, uma noite
longa e sete vezes mais aferrolhada” (Elie Wiesel)
Abrem-se os portões
da escuridão da improbidade
Onde o amor em tristezas, foi torturado e sufocado
Lancem essas pedras de tropeços, sem dó e panaceia
Conte-me as farpas que matam a fé, o peso da teodiceia
Judeus e outras raças agonizam entre fogos algozes
Crianças e ciganos etéreos, voam das chaminés do crime
As chamas que beijam apaixonadamente os gases
A alma bestial da
medonha maledicência sem ciumes.
Oh noite escura, tropeço da esperança, asas da morte
Quem dera-me chorar mil vezes por uma só má sorte
Entre as pétalas flamas de uma primavera de escuridão
Onde aos berros silenciosos, abrasam espíritos em prisão
Muitos, em tristes lembranças dizem ser tudo verdade
Outros em risos
arrogantes dizem ser tudo mentira
Oh! Nau de colombo! Afugenta toda minha digna ira
Porque triste está meu coração, por severas impiedades
Vou correr e fugir desses vastos Calvários memoriais
Fugir do estandarte de todas as mortes ambulantes
Fingir que sou humano, que creio na pia compaixão
Tentar ser mais afável com a caridade, um breve instante...
Clavio J. Jacinto
O Coração Perdido no Atacama
Sólida é minha solidão que veio a tona
Como rabiscos de papel jogado no chão
Eu chamei a flor, a fabula das estações
Comigo vem dormir na noite de meus sonhos
Não flutuo, com o amor pelos triângulos dos mistérios
Árido é meus caminhos e as portas dos jardins
Já não escrevo a dor em papeis de sangue
Porque arde essa caridade exótica, nas bétulas
Sou herói sobrevivendo sozinho com alma de cactus
Nas areias floridas do isolado Atacama
Sonambulo canto, amor por quem me ama
No sagrado império do meu espesso isolamento
Nos grãos de areia da terra nua sem relva
No chão do Chile, onde minha imaginação mora
Mas ai de mim, pobre peregrino de faz de conta
Um estalo, relâmpago é chuva lá fora
Acordo dessa perfumada quimera
Abrem-se as janelas reais, e vou indo embora.
Clavio J. Jacinto
Como rabiscos de papel jogado no chão
Eu chamei a flor, a fabula das estações
Comigo vem dormir na noite de meus sonhos
Não flutuo, com o amor pelos triângulos dos mistérios
Árido é meus caminhos e as portas dos jardins
Já não escrevo a dor em papeis de sangue
Porque arde essa caridade exótica, nas bétulas
Sou herói sobrevivendo sozinho com alma de cactus
Nas areias floridas do isolado Atacama
Sonambulo canto, amor por quem me ama
No sagrado império do meu espesso isolamento
Nos grãos de areia da terra nua sem relva
No chão do Chile, onde minha imaginação mora
Mas ai de mim, pobre peregrino de faz de conta
Um estalo, relâmpago é chuva lá fora
Acordo dessa perfumada quimera
Abrem-se as janelas reais, e vou indo embora.
Clavio J. Jacinto
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
No Inverno As Estrelas Brilham Mais
É frio lá fora na vida
O vento uivante, canta uma canção sombria
As agulhas dos pinheiros perfuram a terra
Formigas se escondem nas folhas secas
Vem as nuvens, alma de todas as sombras
Cantando essa turva chuva, áspides de granizo
Pra ferir todas as dores da minha sensação
É frio dentro de mim
O sopro glacial me dá sorrisos rígidos
Minha alma trêmula, se assusta em prantos
Como se estivesse dentro da divina comédia
Vem as chuvas torrenciais sem piedade
Lavam as carpideiras sem choros
Até que o silencio confirme o repouso do medo
É frio o meu coração congelado
As nevoas beijaram meu rosto pálido
Meu ser se espraia e se aquece na luz da espera
Um fogo arde em chamas pra matar a saudade
Pálidas brechas
surgem em meus olhos
Me desbraveço, santa tranquilidade e brava paz
Descobri que na fria noite, as estrelas brilham mais.
Clavio J. Jacinto






