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sexta-feira, 29 de julho de 2011

PAZ NOS VALES





A paz dos vales

Canções do vento, a brisa suave

O frio das montanhas

Pinheiros e folhas caídas

A relva

A vida

As canções do vento

Brisa que batem nas folhas

Sinfonia inesquecível

A esperança invencível

Que tenta desvendar os mistérios da vida

A paz do caminho

A canção que nosso coração entende

A esperança ardente

Fogo que aquece nossa fé

Batalhas que combatemos até,

O vento trazer o refrigério

O canto mais doce dos saltérios

A relva

A vida

A paz no vale

DEUS que nos ouve

Que nos sustenta

Que sopra a vida

e nós flutuamos como nuvens

levados pela força do desejo de DEUS

destino seguro....

terça-feira, 28 de setembro de 2010

VIAGEM AO MAR DA VIDA



Viajo no mar da minha vida

Ondas de amor que me fazem andar

A luz das aquarelas esquecidas

Pintadas na noite de luar

Águas azuis cristalinas

Terra e firme e areia do mar

O barco da vida segue em frente

Vou para onde o vento levar

As nuvens que se acolhem lá fora

São asas de pluma a voar

E eu nessas águas turquesas

Entre ondas e açoites a navegar

As ilhas distantes são bregas

O horizonte esconde o limiar

E eu nessa vida correndo

Cortando as águas turbulentas do mar

Sigo em frente entre as folhas da vida

Percorrendo as aguas a deslizar

Buscando um sentido exato pra vida

Vou além do caminho vulgar

Viagem mais que transcendental

Nos ápices do alto nível do mar

Prossigo navegando nas águas

Para no porto seguro da eternidade chegar

terça-feira, 8 de junho de 2010

DERRAMAR...



Vi meus próprios olhos chorarem

As lagrimas de outros,

A dor dos que se foram

E não deveriam morrer

Vi minha alma chorar

O lamento dos pequeninos

Crianças que perderam o sorriso

Na escuridão do passado

Vi meu espírito gemer

O sufocado ar da angustia das pessoas

Que aprendemos amar

Sem ao menos conhecer,

Mas sou um humano na humanidade

Sou parte de um todo

E cada um parte de mim mesmo

Isso é algo transcendente

Mas eu vi meu coração gritar

Fazer coro com os pais que perderam filhos

Filhos que perderam pais

Amigos que perderam amigos

E o meu ser se derrama como o cálido mar

Como aquelas noites quase eterna

Nas distantes terras do frio

Se fundem entre o espaço e o gelo

Eu choro por mim mesmo

Essa dor aguda que penetra em mim

Ferida aberta pela sensibilidade

Por me considerar um todo com a humanidade

MISTÉRIOS



Conte me um mistério

Um conto pra adormecer

Se nesse mundo

Tantas coisas acontecem

Ruins e boas,

Conte-me um daqueles contos de inocentes

Que morrearam assasinadas

Em guerras ou seja lá o que for

Conte me uma historia trágica

Para engrossar o caudaloso rio dos mistérios

Daqueles que nasceram para viver e se foram

Sepultando o sonhos dos outros,

Conte-me um mistério

Ou mil mistérios, como este:

Da existência de ateus e teistas

Ambos vivendo no mesmo mundo

Empurrado por uma mesma rotação

Mas andando em caminhos contrários

Ah, filósofos, seus argumentos são nevoas

Ah, religiosos, seus argumentos são fracos

Em quem devo crer?

Não é uma crise que estou passando,

Apenas uma luta contra esses mistérios

E essa minha mente que penetra das dimensões

Onde repousam as mais complexas questões

Conte-me um mistério

Para repousar na noite das minhas agruras,

Já que de mim mesmo nada tenho,

Espero que o tempo me revele essa obscuridade,

Acho que a vida é uma meia noite cósmica...

CÓSMICO


cosmico

Manhãs cósmicas

Invadem meu coração

Pedaços de luz recheados

De beleza do brilho de um olhar

Aquela princesa de meus sonhos

Que atravessa as noites

Da minha vida

O começar de um sorriso

Um ouvido profundo

O bater de meu coração

Oh tu que invades meu ser

Me faço teu por um momento

Pra fazer estória pra mim

Nesse oceano de amor que sinto

O lamento de ser tão distante

Que se afugenta como aquelas nevoas

Nas montanhas depois da chuva.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FOI PREPARAR UM LUGAR



foi preparar um lugar
não distante
mas além do horizonte

As mãos do Salvador
do meu Senhor,
farão essa morada,

Além do que possa imaginar
prossigo crendo,
e, antes que chore de saudades,

meu Senhor,
consola com a tua esperança


CJJ

CAMINHO ENTRE AS MONTANHAS



Sempre desejei ir alem das montanhas

Nos lugares onde as folhas secas

O canto dos pássaros

E o sabiá pudesse cantar um mistério.

Fico a imaginar um desejo

Ir alem das colinas distantes

Um lugar entre os espinhos da vida

Onde o rouxinol canta um enigma

As montanhas guardam segredos

É Como o nosso coração que se fecha

Entre as penhas mergulhadas na terra

Como o rio que nasce não sei onde

As montanhas guardam caminhos

Assim como meus sonhos mais puros

Um lugar de solitude e desejos

O desejo de cantar apenas para sentir a vida.