Pages

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Cura da Alma

Quero seguir em frente
Ao Calvario olhar e aprender
O que no Golgota aprendi?

A cruz me ensinou
A mais elevada lição:
Não há ferida que seja tão profunda
Dentro da alma
Que não possa ser curada pelo perdão


Clavio J. Jacinto

Mar da Vida

O que é a vida?
Cheia de dores  e alegrias
Cheia primaveras e tempestades
Cabe a nós pobres mortais
Explicar:

A vida é um mar louco
Agitado por ondas de espinhos e rosas
E cada um de nós morre
Entrando no além com a alma
Cheia de cicatrizes


Clávio J. Jacinto.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Fragil




Sou fraco de alma tão frágil
Que força tem um sopro cansado?
A semente amassada pouco germina
Mas no chão de Robinson Crusoé
Brotou a matriz do pão
Que solidão árdua é arde nesse  interior?
Esconderijo de minhas paixões
Pântano de minhas injurias
Sou fraco de alma frágil
Só aquela luz de rubis vermelhos
Iluminam a sarjeta de minha vergonha
E apesar da fragilidade
Fere-me espinhos  de perolas
Ante as rosas da minha calamidade


Clavio J. Jacinto






Caminho da Simplicidade



                                      
Pardais carregam a alma dos pensamentos
Pinceis das flores humildes do campo
A essência que emerge da outra dimensão
Vale das relvas que guardam o aroma das chuvas
Cordas de amor me prendem
Nos sonhos dessas paisagens do infinito
                
Das alturas dos cumes sopram
Hálitos celestiais que acalmam a alma
Bendito é o coração que conquista
A felicidade pela humildade da simplicidade


Clavio J. Jacinto

Balsamo



Calmo está meu coração nessa terra
Nas batalhas que a vida trava em breus
Ostentando o véu amável de vestidos
(Púrpuras)
O interior tingido dessa tintura de
(Calvário)
Quais chagas perfumadas por espinhos
Fluem balsâmicos gotas de consolo
Que consolam o coração aflito
As grandezas desse tão esperançoso
(alento)
Fertilizam as raízes dessa minha loucura
Que saíram das profundezas amargura
Das trevas da tarde meu esconderijo
(Daquela rude cruz)
Toda a minha escuridão mortal de assombros
O âmago de meus olhares sombrios
Dissiparam-se na glória da ressurreição
(O terceiro dia)



CLAVIO J. JACINTO

(Épicos Lamentos)


O campo das flores é o vasto oceano que navega meu coração

E se tiver que naufragar

Então que seja nas fragrâncias das rosas silvestres

Pois é nas profundezas

Que os espinhos rasgam o véu de todos os meus sonhos

Para que a alma possa sangrar sorrisos

(Clavio J. Jacinto)

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Cais dos Temporais





Sobre mim dispõe aquelas formas de meus medos
Bagagens que pesam a nau da vida
Pedras tenazes de um caminho angular
A tintura acelerada de meu inteiro
Nas profundas águas de uma Sibéria congelada
Nas encostas turbulentas de Martin Vaz
Nas vísceras do equilíbrio dos vendavais
Retira-me meu Deus dessa tragédia!
Desse mergulho febril e tão sagaz
Segura a minha alma tremula e insegura
Que arde em fogo nos relâmpagos da tempestade
Poe o sopro hálito do Éden na minhas feridas
Tua medicina que se compraz na Tua santa vontade



Clavio J. Jacinto