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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Nau Seca

Ai desse mar de lamentações não vitais
Ai dessas saudades sem puro amor
Desses arrependimentos superficiais
Pois vivendo o tedio
De uma vida sem significados
És barco a deriva
De um oceano escuro sem aguas


Clavio J. Jacinto

Quebrado!


Quão solidas são vossas ilusões
Que tropeçando sobre elas
Chegastes no fim de tudo
Com a vida completamente quebrada


Clavio J. Jacinto

Libertação

Liberta-te pela verdade de CRISTO
Pois as incertezas da vida
São grilhões que vos prende
Ao acaso
Mas essas correntes nunca podem
Fortalecer a vossa esperança

Clavio J. Jacinto

Amor Eterno


Não morro de amor
Porque o amor é vida
Vivo a vida
Porque amo

Quando arde esse amor
sustento de tanto viver
Não morro
Por viver amando

Quão trágico é morrer de amor
Pois se o amor
é capaz de matar alguem
Tão estranho é ele, falso

Se o amor mata
Não é verdadeiro amor
Porque quem morre por amor
Já não se pode amar para sempre

Clavio J. Jacinto


Moinho do Tempo



Sobre as rodas do tempo
Passa o dia a dia
Nas aureolas dos momentos
De cada tempo em redemoinhos
Quem dera-me possuir por colunas
A luz do entardecer
Sustentaria os tesouros da minha fé
Por tão precioso e grande amor
A dor é sossegada na minha alma alegre
Sou tão tocado por luzes,
Em intensa escuridão
Meu coração é um refugio lento
Porto dos ventos e da tranquilidade

Sobre as rodas do tempo
Passa uma vida toda suspensa
Moinhos que separam o trigo da casca
Vozes que separam os anelos do coração
Eu entrego-me para o presente
Viver o instante e ao glorioso amor
Afogando a minha saudade
Dentro de mim nessas sequencias de horas
Nessa tarde que é minha singela existência
Tenho meu breve agora
Os outros dias
Do passado e do futuro
Já não mais me pertencem

Clavio J. Jacinto

Verdade e Sacrificio

Não acredite na verdade daqueles que não ousam vivencia-la ao custo do sacrificio mais valoroso

Clavio J. Jacinto

Caminho Sacro


Imerso em sagrado silencio
Vou crer que tudo existe
Bem e mal
Luz e trevas

Numa percepção profunda
Vejo de forma inegavel
Todas as coisas
De forma tão concreta

O nada seria a perfeição
Da inexistencia
Porque através do nada
Não pode surgir o belo

A matriz de toda realidade
Terá que ser a Suprema Soberania do ser
Imerso em sagrado silencio
Pelo ato natural, DEUS existe!


Clavio J. Jacinto