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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Caminho dos Impenitentes


Teu mundo é mar de incertezas
Onde a alma afoga em naufrágios de vícios
Tua alma não sente o alarme do tempo
Do fim da vida que traga o imago
A persona in vitro, prisioneiro do ultimo adeus
Quando a ultima respiração chega
O coração não mais se expande e aquece
Suspiros cessam o declínio sôfrego
Ai! ai! ai!
A alma suspira sem aguas
Num deslize por campos sem fundos
Em densas trevas, tentando apalpar a escuridão
Até chegar no terror do mundo disforme
Então os olhos abertos sustentam o espanto
A alma grita na dor aguda da certeza
(te enganaram)
O juízo é real

Clavio J. Jacinto

Jardim do Jazigo


Em esfera das flores e mar de perfumes
Não mais prisões do ego e batalhas épicas
Silencio no jazigo
Paraíso do lugar nenhum
Ausência de todas as paixões e vozes
A dimensão do tempo que parou
Oh lindos poemas não se escrevem
Canções poéticas não mais se cantam
Silencio!
Um espaço feito de ausências profundas
Um universo de buracos negros sem estrelas
Um enigma que faz perdurar o ceticismo
Depois de viverem a  ilusão
Muitos saem do efeito narcotico da secularidade
O despertar do Inferno...

Clavio Juvenal Jacinto


sábado, 7 de outubro de 2017

Fantoches de Artificio


Bombas atômicas
Incendeia os céus do futuro
Uma celebração sarcástica
Do homem egoísta sem Deus

Fogos de artifícios que comemoram
O fim do mundo

Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

In Verso


Ai da minha vida, se viver sem palavras
Pior ainda é viver em minhas palavras mortas
Que ânsias sofre minha alma ferida!
Porque todos os dias, em exageros, luto,
Pra colocar vida nas minhas palavras
E, palavras na minha vida
Clavio \J. Jacinto.

Infância das Estrelas


Depois que aquela luz me iluminou
Nunca mais perdi o caminho das estrelas
Pra lá voei
Entre as vaidades de uma vida breve

As vezes percebo tão triste
Que somos como estrelas
Parecem tão juntas na noite
Mas a distancia que separa elas,  é enorme

Quando criança, eramos tão unidas
Acho que a infância é outra humanidade
Por orvalhos de inocencia, sorriamos
Imaginava eu ser o caco de vidro, um diamante

Depois nos perdemos nesse espaço cruel
Sem o dom da simplicidade
Mas aquela luz me iluminou, na noite da vida
Estou voltando para lá

Depois que Deus me deu uma infancia
Doou ao meu viver uma juventude
Caminho para as estrelas, sozinho
Quando no silencio desse mundo, adormecer.

Clavio Juvenal Jacinto


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Desabrochar das Estrelas

Ouvi o rio e as chuvas
As flores desabrocham no campo
Os pássaros cantam no entardecer
Nas montanhas nascem as fontes
O jardim é guardão dos perfumes
Dizem que as flores morrem e se secam
Nunca mais retornam
As colinas verdejantes não creem nisso
Depois que a alma do ermo adormece
A vida sem cores se estabelece
Como sombras de fabulas noturnas
Mas um dia a primavera vem radiante
Como aquela noite ao eco da tarde
Faz desabrochar novamente todas as estrelas.

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Profeta Solitario





O dia vai chegando ao fim
Entre flores e o jardim da noite
Abrimos um caminho de estrelas
No instante e no momento 
Tecemos um  traje de sonhos

As águas desse luar
São choros aconchegantes
Que aliviam o fogo da saudade
Como o perfume da hortelã
Que crava a essência na alna

Mias um dia vai embora
Me arrasta para o fundo da existencia
Como conchas moldando perolas
Eu sou profeta e assumo
A solidão carente entre tantos viventes.

Clavio J. Jacinto