Pages

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Montanha Rustica


Vem brisa das alturas...
Vem!
Como orvalho alado em repouso de nuvens
A escalada das folhas de teus ciprestes
Como caminho órfão
Na solidão das curvas das montanhas
Onde  ar dos perfumes inóspitos
Precipitam-se como aguaceiros de verão
Sou peregrino em tuas veredas
Ouço a canção da queda d´água
No silencio quebrado dos teus sussurros
Ventos que fazem as arvores dançarem
Cânticos de pássaros exóticos
A linda flor gelada, como um coração envelhecido
No cume de tuas amargas pedras
Eu mesmo descanso, não vou mais voltar
Porque no topo as nuvens me escondem
As neves aprisionam minha alma no frio

Clavio J. Jacinto

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Carcere Predestinado


Presa em carcere privado
A primavera chora oceanos
Nós pobres mortais
Lamentamos nossas vaidades

Ai das flores que sufocam seus "ais"
Como as pedras que não consolam as chuvas
Perecem no funda terra
Como vagos prantos de outono

E eu nessa confraria de confusões
Unido ao parecer do inverno bndito
Me escondo nas brasas do alvorecer
Sentido que minhas maldades mergulharam
Nas Cinzas.


CJJ

Circulos Racionais


A nevoa do campo esconde as flores
Os lírios choram, as rosas lamentam
O jardim é filho das montanhas verdes
Os girassóis coroam as estrelas da noite

Os grilos tocam a flauta noturn
As sombras abraçam o espaço aberto
A matéria escura é o solo de outros mundos
A nostalgia desses infinitos misterios

Todo aquele que perde a visão interior
Tece na imortalidade o desespero
Tornando- se escravo dos círculos racionais

Vem sobre a relva molhada, a minha alma
Como balsamo do orvalho entre as flores
Descubro na crença, minhas perenes alegrias.

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 23 de maio de 2017

Caminho da vida


Ando por este caminho chamado vida
Peregrino nas ervas que o campo doa
Na imensidão da luz do meio dia
No entardecer que esconde minhas palavras

Ando neste caminho chamado vida
Onde as estrelas invejam o chão batido
Nas lagrimas de uma pedra ferida
Almofada da minha alma desamparada

Ando nesta vida chamada caminho
Solitário como o vento  agreste
Tecendo na jornada o fio da eternidade
para não me perder no meu próprio destino


Clavio J. Jacinto


Visão do Alto


As estradas do mundo, são cheias de enigmas e as placas são incertas, a unica direção segura é olhar para o alto...

Clavio J. Jacinto

Andrômeda

Quando livre o coração sai
Como uma alma que liberta vai
Em busca de flores que desabrocham
E encontrando uma mais solitária
Adormecida pelo vento que sopra
Corre e toma nas mãos
Como se todas as dores pudessem ser banidas
Quando em livre ânsias de amor
Nas tonalidades das folhas de outono
Corre pelo sonho cor do vinho
Encontra o perfume que tanto chora
Mais solitária que a estrela do norte
Unem-se almas e fragmentos
Para nascer do caos, a felicidade.

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Caminhos do Amor




Não irei entre os jardins
Se minha alma não for borboleta
Nada pode ser mais inútil
Do que não ser suficiente
Nos caminhos iluminados do amor