Em momentos de desorientação, aliado ao tempo implacável, percorro as ondulações de paisagens interiores que se desfazem como um mar de vidro. Um temor fausto intranquilo enfim...
Solitário e unilateral, um sonho que se manifesta nas vertigens da minha imaginação. Contemplo o horizonte, a linha do infinito, e me vejo a percorrer o nada, a imaginação imersa em mim mesmo.
Em meio a estas terras de constante mudança, sonho como se fosse uma parte de mim mesmo, separada. Como uma alma errante, busco a união com meu ser, a minha forma, e a compreensão do medo que reside em mim, assim como a natureza efêmera da existência. Pergunto-me...
A turbulência interna, como uma sombra persistente, obscurece a ligação entre a razão e a emoção, afetando profundamente meu ser e conduzindo-o a um estado de desespero. Sinto-me desorientado, sem rumo, e as lágrimas brotam, enquanto meus lamentos ecoam nessa vastidão.
Sinto o sopro de um vento forte, vindo do norte, que dissipa as nuvens escuras que pairavam sobre mim, obscurecendo a noite. Observando, além das montanhas, seus picos e cumes tingidos de vermelho percebi, transcendendo minhas próprias ilusões, a realidade, a estrela da manhã. Sinto-me seguro.
C J. Jacinto

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