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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Preciosa Aurora


Quão preciosa é a aurora
Caminhos da luz triunfante
Outrora adormecida na noite
Pois seja sua luz triunfante

Quão preciosa é a aurora
Senda do frescor do amanhecer
Em simbolo austero reluzente
Em sublime outro dia reviver

Quão preciosa é a aurora
Caminho do amor glorioso
Em ti me aconchego com a alma
O fulgor do céu reluzente ditoso

Quão preciosa é a aurora
Portal das fragrâncias singelas
De todas as as tardes que partem
és tu a chegada mais bela

Quão preciosa é a aurora
Laços dourados do firmamento
Em ti o renovo da doce ventura
Da bendita esperança, o firmamento

Clavio J. Jacinto

Fria Vaidade


Frio é esse mundo
Sobras de uma guerra
Fria é esta via
Onde passam as almas congeladas
No cume de uma geada
Vejo estrelas agonizando
Sob a luz liquida de um orvalho
Frio são esses sentimentos
De tanta gente morrendo na dor
Na dor agonizante
De venderem-se a si mesmos
As custas de perder todas as primaveras
Por causa dos blocos de ilusões congeladas
Que carregam nas lombos do egoismo
Frio é esse mundo vão
O vicio de seu materialismo

Clavio J. Jacinto

Calice das Sombras


Vem sombras
Aproxima-te de mim
Com teus olhos escuros
Coração de névoas

Vem sombras
Com teus sustos escondidos
Num retalho de noites
Cálice de turbulências

Vem sombras
Vem e abraça esse fogo
Pois dentro de mim
Uma luz espraia vosso medo

Vem sombras
Te colocarei debaixo do alqueire
Porque já a estrela da Alva
Raiou firme em mim

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Espinhos e Rosas

Tu minha  pobre alma
Caminhas em silencio na vida
Procuras uma luz bendita
As veredas da pura alegria

Tu minha pobre alma
Vai em frente, prossegue
Há um rio tão belo de rosas
Que desaguam no oceano
De espinhos nus

Tu minha pobre alma
Tem na vida escolhas tantas,
Outro Caminho, de forte jornada
Um rio de espinhos nus
Que deságua em perfumes tantos
Num oceano de rosas

Clavio J. Jacinto

sábado, 5 de novembro de 2016

hypocrisis

Voam punhais, víboras aladas
Linguás incendiadas, palavras
Intenções escondidas, hipocrisia
Disfarce, o espanto

Sangra num resto, as rolhas
ébrios do fim, a fúria
A fome a faia o ato frugal
Vomito das ações desonestas

O intento  vil e escondido
A maldita mascara de anjo
Que esconde mil faces negras
Por trás das velas famigeradas

A hipocrisia e a falsidade
Restos mortais de rebelde caim
Que poluem a mente assolada
Dos que morreram para a integridade

Mas quanto a mim, 
Que sobrevivo a essa guerra
Prossigo na noite do lamento
Esperando o juízo que virá...


CJJ

Libertatem

Abro a porta do meu coração
LIBERTO-ME (Das minhas dores)
Sou terra arada
Semeada de nevoas e flores
Rio caudaloso de alma
Que se desprende (Para o todo sempre)

Abro a vida, meu homem interior
Desterro as minhas dores (No esquecimento)
Sou universo turbulento
Que treme diante dos fatos
Nos caminhos dos rasgos do amor
Que cresce com vigor (Nos sangramentos )

Liberto-me dos grilhões
Dos alicerces das ilusões
A liberdade de ser desprendido
Como estrelas (Que cessam de brilhar)
Quando o sol no ímpeto celeste
Reina sobre o céu que adormece de azul...

Amor que Fortalece

O verdadeiro amor não põe fim nas coisas que recomeçam pela insistência de tentarmos outra vez, depois que todas as coisas parecem ter desabados diante de nós.

Clavio J. Jacinto