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sábado, 5 de novembro de 2016

Descanso

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Escondo meu rosto no descanso
Dessa rua descalça
Num sentimento que flui
Nas mobílias do meu coração quebrado
Tudo verte, como torrente
Nas vésperas de um mar aceso
As ondas de uma calmaria
Pedaços da vida breve
Que desmontam os pensamentos
As sementes que fecundam
São os restos dos ferimentos
Que se abriram na jornada
Quando subia o monte
Da ultima peregrinação

Estou viajando nas palavras
Quando deveria estar dormindo
Entre as sombras
Das asas do onipotente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

RUPTURA


Quando essa alma minha
Dói como ferida por foices
Anela alivio na solidão
Onde a aspersão das lagrimas
Unta meu ser externo

Os pássaros cantam na tarde
A dor continua por dentro
Um manso aperto
Um sentimento incerto
A intranquila hora que passa

Mas não cessa essa ruptura
Alma vaga, numa abertura
Um sétimo anseio
Uma insistência corrosiva
Que abate pra sempre, a dor

CJJ

Sobre o Amor


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Mar dos Aflitos

Somente a doçura do silencio para consolar toda a amargura de não ser compreendido. Sossega-te alma, a solidão foi sempre um império de consolações

Clavio J. Jacinto

Caminhos e Carater


Fardo


Pedi ao vento que levasse minha saudade
Mas veio a primavera e me trouxe as lembrança
Agora preciso carregar esse fardo
Semear a cada passo na rotina
Para chegar no entardecer
Com o coração vazio


CJJ

Segredos do Passado


 Segredos do Passado

Tenho um segredo a revelar
Escondido dentro do meu passado
Lugar de vales sorridentes
De campinas lacrimejantes
No baú de madeira envelhecida
No acumulo de pó de saudades
Abro e mostro ao mundo, meu segredo
Revelo essas coisas aos homens bons
Ouçam-me: Se me jogaram pedras
Construí pontes
Se me desprezaram
Segui sozinho
Se me zombaram
Ignorei
Se  bateram na minha face
Ofereci a outra
Difícil porém foi prosseguir
Quando  recebi
As punhaladas pelas costas.

Clávio J. Jacinto