Portais Eternos
Flui do dia meus anseios
De ver distante meus sorrisos
Que desabrocham nas manhãs invernais
A foz naufraga de meus gritos
No silêncio que o eco desfaz
Sonhos transitam incertos
Flutuam nas nuvens de Magalhães
Nos tormentos de mares e cais
A lágrima solitária que cai armada
Na névoa áurea que o sol desfaz
As ondas bravas desbravam a areia
Anuncia o vau de cantos árticos
Do frio atroz que enrijece mais
Nas noites destiladas do orvalho fausto
O meu opróbrio que ataca sagaz
Ah meu tempo que desliza aurora
Quando a tarde salta as horas
No céu que cintila a espera mais audaz
Estou sóbrio e olho firme o vórtice
Aguardando a vinda da eterna paz
Quando pois enfim o fim
Que aguardo aos finitos prantos
No passado finado expirou os "ais'
Contemplo o Principio e o Fim
E régio cântico de entrada aos portais
C. J. Jacinto
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