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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Portais Eternos

 Portais Eternos


Flui do dia meus anseios 

De ver distante meus sorrisos 

Que desabrocham nas manhãs invernais 

A foz naufraga de meus gritos

No silêncio que o eco desfaz


Sonhos transitam incertos

Flutuam nas nuvens de Magalhães 

Nos tormentos de mares e cais

A lágrima solitária que cai armada

Na névoa áurea que o sol desfaz


As ondas bravas desbravam a areia

Anuncia o vau de  cantos árticos 

Do frio atroz que enrijece  mais

Nas noites destiladas do orvalho fausto

O meu opróbrio que ataca sagaz 


Ah meu tempo que desliza aurora

Quando a tarde  salta as horas 

No céu que cintila a espera mais audaz 

Estou sóbrio e olho firme o vórtice 

Aguardando a vinda da eterna paz


Quando pois enfim o fim 

Que aguardo aos finitos prantos  

No passado finado expirou os "ais'

Contemplo o Principio e o Fim

E régio cântico de entrada aos portais


C. J. Jacinto

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