Sentinela do Silêncio
Observo com admiração o silêncio que emana da minha saudade. Permaneço atento e vigilante, aguardando o despertar da minha consciência, a fim de que, na profundidade da ausência de palavras, eu possa me reencontrar.
Contemplando o mar sereno, observo as nuvens silenciosas deslizarem sobre mim. Nesse estado, percebo as lacunas do meu coração, ancorado neste refúgio. Inseguro, navego pelos caminhos da vida.
Na alvorada, como sentinela, anseio pela paz e tranquilidade, aspirações universais da humanidade. Apesar de trilhar caminhos que, por vezes, parecem conduzir ao vazio, persisto em minha jornada. Mesmo sob o peso do cansaço, mantenho a busca incessante pelo significado da existência, almejando a compreensão de sua essência.
Aprecio a atmosfera deste jardim. A vista para o horizonte, onde o cume evoca lembranças preciosas. Contemplando a paisagem, meus olhos e meu coração se perdem nas planícies de meus sonhos.
Minha jornada destemida é notável, um percurso em busca de significado para minha existência. Se não fosse pela intensidade da dor, poderia afirmar com convicção que encontrei, em meu caminho, algo de valor inestimável.
C.J. Jacinto

